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Infeção Urinária: Causas, Sintomas e Tratamento

📅 2026
8 min
💧 Consulta disponível hoje

Tem sintomas de infeção urinária? Na ConsultasOnline pode fazer uma consulta de infeção urinária online por videochamada — diagnóstico e tratamento no próprio dia. Custo: 40€. Exclusivo para mulheres adultas.

O que é uma Infeção do Trato Urinário?

A infeção do trato urinário (ITU) é uma das infeções bacterianas mais comuns em ambulatório. A cistite aguda não complicada é a forma mais prevalente em mulheres adultas saudáveis.

🔬 Agente mais frequente

A Escherichia coli é responsável por 80–85% das ITU não complicadas.

Sintomas

  • Disúria — ardor ou dor ao urinar
  • Polaquiúria — urinar frequentemente em pequenas quantidades
  • Hematúria — urina com sangue (~30% dos casos)
  • Dor suprapúbica — zona inferior do abdómen
⚠️ Quando ir às urgências

Febre superior a 38,5°C, dores lombares intensas ou vómitos requerem avaliação urgente.

Tem sintomas de infeção urinária?

Consulta online com diagnóstico e tratamento em 30 minutos.

Referências

  1. EAU Guidelines on Urological Infections. 2023.
  2. DGS. Infeções do Trato Urinário — Norma de Orientação Clínica. 2021.
💼 Trabalho & Legal

Faltas ao Trabalho por Doença: Como Justificar

📅 2026
6 min

Enquadramento Legal

As faltas ao trabalho por doença são reguladas pelo Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009) e pela legislação da Segurança Social.

Documentos para Justificar

  • Declaração médica — para faltas de 1 a 3 dias.
  • Certificado de Incapacidade Temporária (CIT) — obrigatório a partir do 4.º dia consecutivo.
📋 Prazo legal

O CIT deve ser submetido à Segurança Social em até 5 dias úteis após o início da incapacidade.

Subsídio de Doença

  • Até 30 dias: 55% da remuneração
  • 31–90 dias: 60%
  • 91–365 dias: 70%
  • Mais de 365 dias: 75%
⚠️ Proteção laboral

Faltas justificadas por doença não podem constituir justa causa de despedimento (art. 351.º CT).

Precisa de declaração médica urgente?

Emissão no próprio dia, enviada por email.

Referências

  1. Lei n.º 7/2009. Código do Trabalho Português.
  2. ISS. Guia Prático — Subsídio de Doença. 2023.
🎓 Escola & Família

Faltas à Escola por Doença: Como Justificar

📅 2026
5 min

O que diz a Lei

As faltas escolares por doença são reguladas pelo Estatuto do Aluno e Ética Escolar (Lei n.º 51/2012).

Documentos Aceites

  • Declaração médica — indica o período de incapacidade sem revelar o diagnóstico.
  • Declaração dos encarregados de educação — válida até 3 dias por período letivo no ensino básico.
📋 Prazo

A justificação deve ser entregue ao Diretor de Turma nos 3 dias úteis seguintes ao regresso.

Limites de Faltas

No ensino secundário, o limite é 10% da carga horária de cada disciplina.

O seu filho está doente?

Declaração médica emitida por videoconsulta, no próprio dia.

Referências

  1. Lei n.º 51/2012. Estatuto do Aluno e Ética Escolar.
  2. DGE. Orientações sobre faltismo escolar. 2023.
🤒 Infeções

Dor de Garganta: Quando Tomar Antibiótico

📅 2026
7 min

Vírica ou Bacteriana?

Até 80% das faringoamigdalites são de origem viral e não beneficiam de antibiótico.

Critérios de Centor

  • Exsudado amigdalino — +1
  • Adenopatias cervicais dolorosas — +1
  • Ausência de tosse — +1
  • Febre ≥38°C — +1

Score ≥3: considerar antibiótico. Score ≤1: viral — antibiótico não indicado.

🚨 Abcesso Periamigdalino

Trismo, voz "engrolada" e desvio da úvula são sinais de emergência cirúrgica urgente.

Tratamento

  • Amoxicilina 500mg 3×/dia, 10 dias — primeira linha (DGS)

Com dor de garganta persistente?

Avaliação online e tratamento adequado em 30 minutos.

Referências

  1. DGS. Norma 007/2012: Faringoamigdalite. (atualizada 2022).
⚕️ Peso & Obesidade

Ozempic, Mounjaro e Wegovy: Guia Completo sobre GLP-1

📅 2026
10 min

A Revolução dos Agonistas GLP-1

O semaglutido (Ozempic/Wegovy) e o tirzepatido (Mounjaro) representam a maior evolução no tratamento farmacológico da obesidade em décadas.

Ozempic vs Wegovy

  • Ozempic — aprovado para diabetes tipo 2; usado off-label para perda de peso.
  • Wegovy — aprovado especificamente para obesidade (IMC ≥30).
📊 Estudo STEP 1 (NEJM, 2021)

O semaglutido 2,4 mg causou redução média de 14,9% do peso corporal vs. 2,4% no placebo.

Mounjaro — Dupla Ação GLP-1/GIP

No estudo SURMOUNT-1, o tirzepatido 15 mg atingiu reduções de até 22,5% do peso corporal.

⚠️ Contraindicações

Gravidez, aleitamento, história de carcinoma medular da tiróide. Exige sempre prescrição médica.

Referências

  1. Wilding JPH, et al. Once-Weekly Semaglutide in Obesity. N Engl J Med. 2021.
  2. Jastreboff AM, et al. Tirzepatide for Obesity. N Engl J Med. 2022.
🔬 Saúde Sexual

Doenças Sexualmente Transmissíveis: Guia Completo

📅 2026
9 min

Contexto Europeu

Segundo o ECDC, em 2022 registaram-se aumentos de 48% na gonorreia e 34% na sífilis na UE.

As IST Mais Frequentes

VIH

A PrEP reduz o risco de transmissão em mais de 99%. Rastreio recomendado a todos os adultos sexualmente activos.

Gonorreia

Tratamento: ceftriaxona 500mg IM dose única. Frequentemente assintomática na mulher.

Sífilis

Tratamento: penicilina G benzatínica — altamente eficaz.

Clamídia

IST bacteriana mais prevalente. Tratamento: azitromicina 1g dose única.

🛡️ Prevenção

O preservativo, usado correctamente, reduz significativamente o risco de transmissão.

Quer fazer rastreio de forma discreta?

Consulta confidencial. Pedido de análises enviado por email.

Referências

  1. ECDC. STI in Europe, 2022. 2023.
  2. IUSTI. European Guidelines on Common STIs. 2023.
📋 Baixas

Renovação de Baixa Médica: Tudo o que Precisa de Saber

📅 2026
6 min

O Sistema CIT em Portugal

A baixa médica é formalizada pelo Certificado de Incapacidade Temporária (CIT), enviado eletronicamente pelo médico directamente para a Segurança Social.

📱 Renovação por Videoconsulta

Os CIT podem ser emitidos após videoconsulta. É possível renovar a baixa médica sem sair de casa.

Posso fazer baixa médica online em Portugal?

Sim, o Decreto-Lei n.º 2/2024, de 5 de janeiro permite a emissão do CIT após videoconsulta. O custo é 55€.

⚠️ Verificações da Segurança Social

A SS pode verificar a incapacidade presencialmente. O trabalhador deve estar em condições compatíveis com o diagnóstico.

Precisa de renovar a baixa?

CIT emitido eletronicamente no próprio dia.

Referências

  1. Decreto-Lei n.º 28/2004. Proteção na eventualidade de doença.
  2. Decreto-Lei n.º 2/2024, de 5 de janeiro. Certificado de Incapacidade Temporária.
🚭 Cessação Tabágica

Como Parar de Fumar: Guia Médico Completo

11 min
🔬 Referências científicas

Porque é tão difícil parar de fumar?

A dependência do tabaco é uma doença crónica. Sem apoio médico, apenas 3 a 5% dos fumadores conseguem parar de forma sustentada ao fim de um ano.

📊 Tabagismo em Portugal

Cerca de 19% dos portugueses são fumadores. O tabaco é responsável por mais de 11.000 mortes por ano em Portugal.

Tratamentos com Maior Evidência

1. Vareniclina (Champix)

Primeira linha com maior taxa de sucesso. Em meta-análise Cochrane, duplica a probabilidade de cessação vs. placebo. Duração: 12 semanas.

2. Bupropiona

Alternativa à vareniclina, especialmente em doentes com depressão concomitante. Contraindicado em epilepsia.

3. Terapêutica de Substituição Nicotínica (TSN)

Adesivos, pastilhas e inalador. A combinação de adesivo com pastilha de resgate é mais eficaz do que qualquer forma isolada.

⚠️ Cigarros electrónicos

A OMS não recomenda os cigarros electrónicos como método de cessação tabágica.

Benefícios da Cessação

  • 1 ano — risco cardíaco reduzido a metade
  • 5 anos — risco de AVC igual ao de não fumador
  • 10 anos — risco de cancro do pulmão reduzido a metade

Pronto para parar de fumar?

Consulta com prescrição médica, no próprio dia.

Referências

  1. Cahill K, et al. Pharmacological interventions for smoking cessation. Cochrane. 2013.
  2. DGS. Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo. 2022.
🚗 Carta de Condução

Atestado para Carta de Condução Online: Rápido, Legal e Enviado ao IMT

8 min
🔬 Informação legal actualizada
🚗 Consulta online disponível hoje

Pode obter o atestado médico para carta de condução online por videoconsulta, sem sair de casa. O documento é enviado por email em PDF com validade legal. Custo: 45€.

O que é o atestado médico para carta de condução?

O atestado de aptidão médica para condução é obrigatório em Portugal para a obtenção e renovação da licença de condução.

Quando é obrigatório?

  • Categoria B — cada 10 anos até aos 70 anos; depois dos 70, cada 2 anos
  • Categorias C e D — cada 5 anos

O que é avaliado?

  • Visão — acuidade binocular mínima de 0,5; campo visual de 120°
  • Cardiovascular — condições controladas são geralmente compatíveis
  • Neurológico — epilepsia controlada sem crises há mais de 1 ano é geralmente aceite
  • Diabetes — controlada é compatível com a condução
⚠️ Condições com avaliação adicional

Epilepsia, diabetes insulinotratada, apneia do sono ou doença cardíaca requerem relatório do especialista assistente.

Posso fazer o atestado online?

Sim, para a maioria dos condutores de categoria B sem patologias relevantes. O atestado é emitido em PDF com validade legal e enviado por email.

Perguntas frequentes sobre o atestado para carta de condução

Quanto custa o atestado para carta de condução online?

Na ConsultasOnline o atestado médico para carta de condução custa 45€, incluindo videoconsulta e emissão do documento digital com validade legal no IMT.

O atestado é enviado directamente ao IMT?

Sim. O médico envia o atestado electrónico directamente ao IMT no final da consulta. Recebe também uma cópia em PDF por email para confirmar os seus dados.

Quanto tempo demora a obter o atestado?

A videoconsulta demora cerca de 20 minutos. O atestado é enviado ao IMT imediatamente após a consulta — tudo no próprio dia.

O atestado serve para primeira carta, renovação e troca de carta estrangeira?

Sim. O mesmo atestado serve para qualquer situação: primeira carta, renovação, averbamento ou troca de carta estrangeira por portuguesa. Válido para todas as categorias.

Preciso de exame de visão antes da consulta?

Sim. Para o atestado de carta de condução é obrigatório ter um exame de visão actualizado, realizado numa óptica ou oftalmologista. Deve ter o resultado consigo durante a videoconsulta.

Quando é obrigatório renovar o atestado médico para carta de condução?

  • Categoria B (uso pessoal) — aos 60 anos, 70 anos e depois de 2 em 2 anos
  • Categorias C e D (pesados, transporte) — de 5 em 5 anos
  • Primeira carta — obrigatório em todas as categorias
  • Troca de carta estrangeira — obrigatório

Precisa de atestado para a carta de condução?

Emitido por videoconsulta, enviado por email no próprio dia.

Referências

  1. Decreto-Lei n.º 40/2020. Regulamento de Habilitação Legal para Conduzir.
  2. IMT. Guia de Renovação de Carta de Condução. 2023.
🤱 Amamentação

Atestado de Amamentação: Para que Serve e Como Obter

7 min
🔬 Informação jurídica actualizada

O que é o atestado de amamentação?

O atestado de amamentação certifica que uma mãe está a amamentar o seu filho. É fundamental para exercer os direitos laborais de dispensa de trabalho para aleitamento.

Direitos Laborais (Código do Trabalho, art. 47.º)

  • Até o filho completar 1 ano: dois períodos de 30 minutos ou 1 hora por dia
  • Do 1.º ao 2.º ano: um período de 30 minutos por dia
  • Dispensa de trabalho nocturno e horas extraordinárias
⚠️ Renovação

O atestado tem validade de 3 a 6 meses. Quando expirar deve ser renovado. A consulta online permite renovar sem deslocação.

Posso obter o atestado online?

Sim. A videoconsulta é suficiente. O médico emite o documento em PDF com validade legal, enviado por email no próprio dia.

Precisa de atestado de amamentação?

Emitido por videoconsulta, enviado por email no próprio dia.

Referências

  1. Lei n.º 7/2009. Código do Trabalho Português. Artigos 47.º e 58.º
  2. ACT. Guia sobre Parentalidade e Trabalho. 2023.
🩺 Saúde Preventiva

Rastreio de Saúde em Portugal: O Guia Completo

9 min
🔬 Guidelines DGS 2024

O que é o rastreio de saúde?

O rastreio é a pesquisa de doenças em pessoas sem sintomas. O objectivo é detectar precocemente condições que, tratadas a tempo, têm melhor prognóstico.

Rastreios Recomendados por Idade e Sexo

Para todos os adultos

  • Tensão arterial — medição anual a partir dos 18 anos
  • Glicemia — cada 3 anos a partir dos 45 anos
  • Colesterol — cada 5 anos a partir dos 20 anos

Para mulheres

  • Mamografia — dos 50 aos 69 anos, de 2 em 2 anos
  • Citologia cervical — dos 25 aos 60 anos, de 3 em 3 anos

A partir dos 50 anos

  • Cancro do cólon — pesquisa de sangue oculto nas fezes de 2 em 2 anos
💡 Programa Nacional de Rastreio Oncológico

Os rastreios oncológicos são gratuitos para a população-alvo. Responda sempre às convocatórias do SNS.

Rastreio de IST

Para adultos sexualmente activos com múltiplos parceiros: VIH, sífilis, gonorreia e clamídia anualmente. A consulta online permite fazer o pedido de análises de forma discreta.

Quer fazer um rastreio de saúde?

Consulta online com avaliação de risco e pedido de análises personalizado.

Referências

  1. DGS. Programa Nacional para as Doenças Oncológicas. 2022.
  2. DGS. Programa Nacional de Vacinação 2024.
🩺 Consulta Online

Consulta Online em Portugal: Médico por Videochamada

20 min
🔬 Atualizado 2026

Fale com um médico por videochamada, sem sair de casa. Receba diagnóstico, receita eletrónica, baixa médica, atestados ou pedidos de exames, sempre que clinicamente indicado. Disponível de segunda a domingo, das 9h às 21h.

O que é uma consulta online?

A consulta online, também conhecida como teleconsulta ou consulta médica por videochamada, permite falar com um médico através da internet, com recurso a câmara, microfone e ligação segura.

Em Portugal, a consulta online é uma modalidade legal e regulada. Pode ser usada para muitas situações de saúde do dia a dia, desde sintomas agudos a renovação de medicação crónica, sempre que o médico considere que o caso pode ser avaliado à distância.

Desde a pandemia de COVID-19, a adesão à consulta médica online cresceu de forma significativa. Em Portugal, este modelo consolidou-se com base num enquadramento regulatório próprio, incluindo regras para a telemedicina, prescrição eletrónica e emissão de baixa médica por teleconsulta. O Decreto-Lei n.º 2/2024, de 5 de janeiro legalizou a emissão de baixa médica por teleconsulta, e o Regulamento de Telemedicina da Ordem dos Médicos (2020) definiu as regras éticas e técnicas aplicáveis a todos os médicos que exercem à distância.

O resultado prático é simples: marcar uma consulta online hoje significa ter acesso a um médico licenciado, receber diagnóstico fundamentado, prescrição eletrónica válida em qualquer farmácia nacional e, se necessário, baixa médica enviada diretamente para a Segurança Social, tudo no mesmo dia.

Consulta online, teleconsulta e telemedicina: qual é a diferença?

Estes três termos aparecem muitas vezes juntos, mas não significam exatamente a mesma coisa.

Telemedicina é o conceito mais amplo. Inclui diagnóstico remoto, teledermatologia, acompanhamento de doentes crónicos, monitorização à distância e outras formas de prestação de cuidados médicos com apoio digital.

Teleconsulta é o ato clínico realizado entre médico e doente por meios digitais, como videochamada, chamada de voz ou mensagem segura. É o coração da telemedicina para o utilizador comum.

Consulta online é a designação mais usada pelos utilizadores em Portugal para se referirem à teleconsulta direta ao consumidor, através de plataformas como a Consultas-Online.pt.

Como funciona uma consulta médica online em Portugal?

Uma consulta médica online é simples, rápida e pensada para evitar deslocações desnecessárias. O processo pode ser feito em poucos passos.

1. Marcação online

Aceda à Consultas-Online.pt, escolha o tipo de consulta e selecione o horário mais conveniente. A marcação é feita online e pode ser concluída em poucos minutos. Na maioria dos casos irá marcar em menos de 2 minutos!

2. Preparação para a consulta

Antes da videochamada, é útil reunir a informação clínica mais importante:

  • Medicamentos que toma habitualmente, incluindo nome, dosagem e frequência
  • Alergias conhecidas a medicamentos ou substâncias
  • Resultados recentes de análises ou exames relacionados com o motivo da consulta
  • Histórico relevante, como cirurgias, internamentos ou doenças crónicas previamente diagnosticadas

Esta preparação ajuda o médico a compreender melhor o caso e a tomar decisões clínicas mais seguras. E, obviamente, o tempo de consulta com o médico é totalmente focado na sua situação clínica que precisa de atenção naquele momento.

3. Videochamada com o médico

No horário marcado, recebe um link seguro por email. A consulta decorre por videochamada, com confidencialidade. O médico recolhe a história clínica, avalia os sintomas, faz perguntas relevantes e pode pedir-lhe que mostre determinada zona do corpo, quando isso for clinicamente útil. A duração média é de 15 a 30 minutos, dependendo da complexidade do caso.

4. Diagnóstico, receita e documentação

No final da consulta, o médico pode emitir a documentação necessária por via eletrónica, sempre que exista indicação clínica. Pode incluir:

  • Receita eletrónica válida em farmácias portuguesas
  • Baixa médica, também conhecida como Certificado de Incapacidade Temporária (enviada à Segurança Social no próprio dia)
  • Pedido de análises ou exames complementares
  • Atestado médico (amamentação, falta escolar, carta de condução, etc.)
  • Declaração de doença para entidades externas

5. Receção por email

A documentação emitida é enviada por email. A fatura AT também é disponibilizada de forma automática. Não precisa de se deslocar a uma clínica, centro de saúde ou qualquer lugar, evitando perda de tempo e desconforto.

Experiência real: o que dizem os doentes

Uma das formas mais simples de perceber o valor da consulta médica online é ouvir quem já utilizou este serviço.

💬 Testemunho de um utente

"A consulta foi realizada através de uma videochamada. Eu estava com dores no corpo, febre e sem energia para me levantar ou deslocar-me. Fiquei surpreendido com o acompanhamento, por ser à distância, que foi muito atencioso e bem conduzido. A documentação foi corretamente processada e enviada."

Este relato resume uma situação frequente: sintomas de gripe, febre, dores no corpo e falta de energia para sair de casa. Nestas situações, a consulta online pode ser uma solução prática, porque permite receber orientação médica, eventual prescrição e documentação sem deslocação física. Também reduz a exposição de outros utentes a possíveis infeções respiratórias.

A distância física não elimina a dimensão humana do ato médico. Uma teleconsulta bem conduzida mantém a anamnese estruturada, a avaliação clínica fundamentada e a explicação clara do diagnóstico e do plano terapêutico.

O que se pode tratar numa consulta online?

A consulta online pode ser adequada para muitas situações clínicas de baixa ou média complexidade, desde que não existam sinais de alarme e o médico considere que a avaliação à distância é suficiente.

Doenças agudas do dia a dia

A teleconsulta pode ser útil em situações como:

  • Gripe, constipação, faringite e amigdalite
  • Infeção urinária
  • Conjuntivite aguda
  • Otite externa
  • Gastroenterite aguda sem sinais de alarme
  • Rinite alérgica, urticária e alergias sazonais
  • Lesões cutâneas visíveis por câmara, como erupções, picadas de inseto ou dermatite de contacto

Doenças crónicas e renovação de medicação

A consulta online também pode ser usada para acompanhamento e renovação de medicação em doenças crónicas estáveis, como:

  • Hipertensão arterial
  • Dislipidemia
  • Diabetes tipo 2
  • Hipotiroidismo (ajuste de terapêutica após análises)
  • Asma ou DPOC em fase estável
  • Doenças psiquiátricas estabilizadas

Nestes casos, o médico pode avaliar sintomas, rever análises, ajustar terapêutica e renovar medicação, quando clinicamente apropriado.

Saúde mental online

A teleconsulta pode ser particularmente útil em saúde mental, sobretudo quando o facto de o doente estar no seu ambiente familiar é facilitador de uma comunicação mais aberta. Pode incluir:

  • Avaliação inicial de ansiedade, depressão ou burnout
  • Acompanhamento psiquiátrico ou psicológico regular
  • Terapia cognitivo-comportamental por videochamada
  • Monitorização de sintomas e adesão terapêutica

Outros serviços disponíveis por consulta online

  • Emissão ou renovação de baixa médica — com envio direto para a Segurança Social
  • Cessação tabágica — avaliação e prescrição de medicação ou terapêutica de substituição da nicotina
  • Rastreio de DST — pedido de análises confidencial, sem constrangimentos
  • Obesidade — avaliação, análises metabólicas e prescrição médica quando indicado
  • Saúde do viajante — profilaxia antipalúdica e conselhos pré-viagem
  • Atestados médicos — amamentação, falta escolar, carta de condução
  • Segundas opiniões e orientação clínica

Quando a consulta online não é indicada?

A consulta online tem limites. Um serviço médico responsável deve reconhecê-los e encaminhar o doente para avaliação presencial sempre que necessário. A teleconsulta não é indicada em caso de:

⚠️ Situações que requerem avaliação presencial ou urgente
  • Emergência médica — nestas situações, ligue 112. A teleconsulta não substitui o INEM
  • Falta de ar intensa, dor no peito ou perda de consciência
  • Sintomas neurológicos súbitos, como perda de força, alteração da fala ou assimetria facial
  • Situações que exigem exame físico aprofundado: auscultação cardíaca, palpação abdominal, avaliação neurológica
  • Procedimentos clínicos, como suturas, biópsias, infiltrações ou vacinação
  • Crises psiquiátricas agudas com risco de autoagressão
  • Patologias complexas que exijam imagiologia urgente ou eletrocardiograma

A consulta online é uma solução complementar. Não substitui o INEM, as urgências hospitalares ou a observação presencial quando estas são necessárias. A consulta online tem limites que um bom médico sempre respeita.

A consulta online é comparticipada pelo SNS?

Na maioria das plataformas privadas, a consulta online não é comparticipada pelo SNS. No entanto, o valor pago é elegível para dedução de 15% no IRS como despesa de saúde, à semelhança de uma consulta médica privada presencial. É também recomendável verificar as condições da sua apólice de seguro de saúde, uma vez que alguns seguros já incluem cobertura para teleconsultas.

O que significa receber fatura AT?

A emissão de fatura AT é um sinal de transparência e conformidade fiscal. A fatura identifica a prestação do serviço e pode ser comunicada ao Portal das Finanças. Deve ser enviada por email juntamente com a documentação clínica aplicável. Ao escolher uma plataforma de consulta online, confirme se existe emissão de fatura e se os preços são apresentados de forma clara antes da marcação.

A consulta online em Portugal é legal e segura?

Sim. A consulta médica online em Portugal é legal, desde que seja realizada por médicos habilitados e em conformidade com as regras clínicas, deontológicas, legais e de proteção de dados. A segurança depende de vários fatores: identificação correta do médico e do doente, consentimento informado, registo clínico, confidencialidade, proteção dos dados pessoais e uso de plataformas adequadas.

Baixa médica por teleconsulta

Em Portugal, o Certificado de Incapacidade Temporária pode ser emitido após teleconsulta, quando o médico considera que existe justificação clínica. O Decreto-Lei n.º 2/2024, de 5 de janeiro é o diploma legal que estabelece que o CIT pode ser emitido após teleconsulta médica — foi o passo decisivo que equiparou, para efeitos legais e laborais, a consulta online à consulta presencial em Portugal. A baixa médica é enviada eletronicamente para a Segurança Social, evitando deslocações adicionais.

Regras da telemedicina

A prática da telemedicina exige os mesmos princípios éticos da consulta presencial. A Ordem dos Médicos, no Regulamento de Telemedicina (2020), definiu as obrigações éticas e técnicas de qualquer médico que pratique teleconsulta em Portugal. Entre os pontos essenciais estão:

  • Identificação do médico e do doente antes de qualquer ato clínico
  • Consentimento informado do doente para a realização da teleconsulta
  • Registo clínico completo em processo individual do doente
  • Relação médico-doente como pilar central, independentemente do meio digital utilizado
  • Confidencialidade e proteção de dados clínicos garantidas
  • Responsabilidade deontológica idêntica à da consulta presencial

RGPD e proteção dos dados de saúde

As plataformas de teleconsulta tratam dados de saúde, uma das categorias mais sensíveis de dados pessoais. Por isso, devem garantir proteção e encriptação dos dados armazenados em servidores preferencialmente na UE, acesso restrito a profissionais autorizados, cumprimento do RGPD com Encarregado de Proteção de Dados e política de privacidade clara, e direitos do titular dos dados incluindo acesso, correção e eliminação quando aplicável.

Quem fiscaliza?

A fiscalização pode envolver várias entidades, incluindo a Ordem dos Médicos, a Entidade Reguladora da Saúde e a Comissão Nacional de Proteção de Dados. Em caso de má prática, aplicam-se responsabilidades semelhantes às da consulta presencial.

Vantagens da consulta médica online

  • Sem filas nem sala de espera — o tempo médio entre marcar e ser atendido é de poucas horas, por vezes minutos
  • Disponível todos os dias — de segunda a domingo, das 9h às 21h, incluindo fins de semana e feriados
  • Ideal quando está doente e sem forças — em casos de febre, dores no corpo ou mal-estar, a consulta chega até si
  • Menor risco de contágio — evita deslocações e contacto com outros doentes
  • Mais privacidade — útil para temas sensíveis como saúde mental, infeções sexualmente transmissíveis ou problemas urológicos e ginecológicos
  • Documentação enviada por email — receita, baixa médica, atestado ou pedido de exames quando clinicamente indicados
  • Poupança de tempo e custos indiretos — evita transporte, estacionamento, ausências prolongadas ao trabalho e deslocações desnecessárias

O que diz a ciência sobre a eficácia da teleconsulta?

A teleconsulta tem sido estudada em vários contextos clínicos. A evidência disponível mostra bons resultados em situações adequadas para avaliação à distância, sobretudo quando existe triagem correta.

Satisfação do doente

Vários estudos internacionais indicam que muitos doentes valorizam a conveniência, a redução do tempo de espera e a facilidade de comunicação com o médico. A satisfação tende a ser elevada quando o problema é adequado à avaliação remota e quando a consulta é bem conduzida.

Segurança clínica

Uma revisão sistemática publicada no British Medical Journal (2020) concluiu que, para condições de baixo risco avaliáveis à distância, a teleconsulta apresenta uma taxa de diagnóstico concordante com a consulta presencial superior a 85%, com taxas de eventos adversos comparáveis. A chave está na correta triagem dos casos, garantindo que apenas as situações passíveis de avaliação remota são geridas por teleconsulta.

Saúde mental: eficácia equivalente à terapia presencial

Uma metanálise publicada no Journal of Medical Internet Research (2021), analisando 32 ensaios clínicos controlados, concluiu que as intervenções psicoterapêuticas por videoconferência são equivalentes à terapia presencial para depressão major, ansiedade generalizada e stress pós-traumático.

Impacto económico: redução de custos sem perda de qualidade

Estudos realizados no NHS britânico e em sistemas de saúde escandinavos demonstraram que a integração da teleconsulta como alternativa complementar reduz os custos operacionais dos sistemas de saúde sem prejuízo da qualidade dos cuidados. A maior eficiência do tempo médico e a eliminação das deslocações dos doentes são os principais fatores de poupança.

Como escolher uma plataforma de consulta online segura em Portugal?

Nem todas as plataformas de teleconsulta oferecem o mesmo nível de segurança, transparência e qualidade clínica. Antes de marcar, verifique se a plataforma apresenta:

  • Conformidade com o Regulamento de Telemedicina da Ordem dos Médicos
  • Preços apresentados de forma transparente antes da marcação
  • Emissão de fatura AT — sinal inequívoco de operação legal e transparente
  • Política de privacidade acessível e cumprimento do RGPD
  • Disponibilidade de documentação clínica
  • Avaliações reais de utilizadores
  • Encaminhamento para cuidados presenciais quando necessário
  • Disponibilidade alargada, incluindo fins de semana

O futuro da consulta online em Portugal

A medicina digital está em expansão e a consulta online deverá continuar a crescer nos próximos anos.

Inteligência artificial como apoio ao diagnóstico

Ferramentas de inteligência artificial já começam a apoiar a triagem inicial, a recolha estruturada de sintomas e a análise de informação clínica. Em contextos experimentais, já é efetuado diagnóstico dermatológico e oftalmológico a partir de fotografias enviadas pelo doente. Estas ferramentas não substituirão o médico, mas podem tornar a consulta mais eficiente quando usadas com supervisão profissional.

Dispositivos de monitorização remota

Oxímetros conectados, tensiómetros digitais, glucómetros inteligentes e smartwatches com ECG estão a ampliar o âmbito clínico da teleconsulta. Em breve, o médico poderá aceder a dados biométricos objetivos em tempo real, sem que o doente saia de casa.

Integração com processos clínicos do SNS

A integração plena das plataformas de teleconsulta com o Processo Clínico Único do SNS é uma prioridade estratégica da saúde digital em Portugal. Quando bem implementada, esta ligação reduzirá a fragmentação, repetições e perda de informação clínica relevante.

Perguntas frequentes sobre consulta online em Portugal

A consulta online é legal em Portugal?
Sim. A consulta online é legal em Portugal quando realizada por médicos habilitados e em conformidade com as regras clínicas, legais e de proteção de dados aplicáveis. Está enquadrada pelo Decreto-Lei n.º 2/2024, de 5 de janeiro e pelo Regulamento de Telemedicina da Ordem dos Médicos (2020).
Posso obter baixa médica por teleconsulta?
Sim. O médico pode emitir Certificado de Incapacidade Temporária após teleconsulta, quando existe indicação clínica. Desde a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 2/2024, de 5 de janeiro, a baixa é enviada diretamente para a Segurança Social no próprio dia da consulta.
A receita médica online é válida nas farmácias?
Sim. A receita eletrónica emitida por um médico inscrito na Ordem dos Médicos é válida em qualquer farmácia portuguesa.
Quanto tempo demora uma consulta online?
Em média, uma consulta online demora entre 15 e 30 minutos. Casos mais complexos podem exigir mais tempo.
Preciso de câmara para fazer uma consulta online?
A videochamada é a modalidade preferencial, porque permite uma avaliação mais completa. Algumas situações podem ser geridas por chamada de voz ou mensagem segura, a critério médico.
A consulta online é comparticipada pelo SNS?
Em plataformas privadas, geralmente não. No entanto, o valor é dedutível em IRS como despesa de saúde. Alguns seguros privados também já comparticipam teleconsultas.
Os meus dados clínicos estão seguros?
Sim, desde que escolha uma plataforma em conformidade com o RGPD. Os dados de saúde são a categoria mais protegida pela legislação europeia. A plataforma deve encriptar os dados, restringir o acesso e disponibilizar uma política de privacidade clara.
Posso fazer consulta online ao fim de semana?
Sim. A Consultas-Online.pt está disponível de segunda a domingo, das 9h às 21h, incluindo fins de semana e feriados.
A consulta online substitui completamente a consulta presencial?
Não. A consulta online é uma solução complementar e eficaz para muitas situações do dia a dia, mas há casos que exigem exame físico, exames presenciais, procedimentos ou urgência hospitalar. Um bom médico de teleconsulta sabe sempre quando encaminhar.

Precisa de falar com um médico hoje?

Marque a sua consulta online e receba apoio médico sem sair de casa. Disponível de segunda a domingo, das 9h às 21h, com fatura AT automática e médicos inscritos na Ordem dos Médicos.

Referências

  1. Decreto-Lei n.º 2/2024, de 5 de janeiro. Diário da República, 1.ª série. Disponível em: dre.pt
  2. Ordem dos Médicos. Regulamento de Telemedicina. Lisboa, 2020. Disponível em: ordemdosmedicos.pt
  3. Regulamento (UE) 2016/679 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de abril de 2016 (RGPD). Jornal Oficial da União Europeia, L 119, pp. 1–88.
  4. Greenhalgh, T., et al. (2020). Video consultations for covid-19. BMJ, 368, m998.
  5. Revisão sistemática sobre teleconsulta em cuidados primários. British Medical Journal, 2020, vol. 371.
  6. Lieneck, C., et al. (2020). Rapid Telehealth Implementation during the COVID-19 Global Pandemic. Healthcare, 8(4), 517.
  7. Bashshur, R. L., et al. (2016). The Empirical Foundations of Telemedicine Interventions in Primary Care. Telemedicine and e-Health, 22(5), 342–375.
  8. Carlbring, P., et al. (2018). Internet-based vs. face-to-face cognitive behavior therapy. Cognitive Behaviour Therapy, 47(1), 1–18.
  9. WHO. (2019). Recommendations on Digital Interventions for Health System Strengthening. Geneva.
  10. Koonin, L. M., et al. (2020). Trends in the Use of Telehealth — United States. MMWR, 69(43), 1595–1599.
  11. CNPD. (2021). Guia sobre a proteção de dados pessoais de saúde. Lisboa. Disponível em: cnpd.pt
  12. ERS. (2019). Estudo sobre o acesso aos cuidados de saúde primários do SNS. Lisboa.
  13. Pordata. (2023). Médicos por 1000 habitantes em Portugal. Fundação Francisco Manuel dos Santos. Disponível em: pordata.pt
👨‍⚕️ Médico Online

Médico Online em Portugal: Fale com um Médico Hoje, Sem Sair de Casa

18 min
🔬 Atualizado 2026

Um médico online é um médico inscrito na Ordem dos Médicos que realiza consultas à distância, normalmente por videochamada. A consulta pode permitir avaliação clínica, orientação médica, prescrição eletrónica, emissão de baixa médica ou atestado, sempre que o médico tenha informação clínica suficiente e a situação seja adequada a teleconsulta.

Médico online ou médico no centro de saúde ou clínica?

Um médico online é um profissional licenciado e inscrito na Ordem dos Médicos que presta cuidados de saúde através de meios digitais seguros, como videochamada.

A principal diferença face à consulta presencial é o formato. Em vez de se deslocar a uma clínica ou centro de saúde, fala com o médico através do computador, telemóvel ou tablet.

Durante a consulta, o médico avalia os sintomas, recolhe a história clínica, analisa informação enviada pelo doente e decide se existem condições para emitir uma recomendação, prescrição ou documento clínico.

Quando a informação disponível não é suficiente, o médico pode pedir dados adicionais ou recomendar uma consulta presencial. A Ordem dos Médicos sublinha que, em telemedicina, o médico só deve tomar decisões se a informação recebida for suficiente e relevante.

Os médicos online são realmente médicos?

Esta é uma preocupação legítima e a resposta é inequívoca: sim, todos os médicos que praticam teleconsulta em Portugal através de plataformas legítimas são médicos licenciados, inscritos e em situação regular na Ordem dos Médicos.

O que exige a lei para as consultas online?

O Regulamento de Telemedicina da Ordem dos Médicos (2020) estabelece que qualquer profissional que realize teleconsultas em Portugal deve:

  • Estar inscrito na Ordem dos Médicos e ter a cédula profissional ativa
  • Identificar-se ao doente no início de cada consulta
  • Respeitar integralmente o Código Deontológico médico, independentemente do meio utilizado
  • Garantir a existência de processo clínico individual para cada doente
  • Ter capacidade técnica para reconhecer quando a situação clínica requer encaminhamento presencial

Como verificar se um médico online é legítimo?

Antes de consultar qualquer plataforma de médico online, o utilizador pode verificar:

  • Consultar o Registo Médico da Ordem dos Médicos, onde é possível confirmar o nome, especialidade e situação profissional de qualquer médico
  • Confirmar que a plataforma emite fatura AT: sinal de operação legal e tributariamente transparente
  • Verificar se a plataforma apresenta política de privacidade em conformidade com o RGPD e os dados de contacto do Encarregado de Proteção de Dados
  • Pesquisar avaliações de outros utilizadores em fontes independentes (Google, Trustpilot, redes sociais)

Quais as especialidades disponíveis online?

Em Portugal, as especialidades mais frequentemente disponíveis em plataformas de médico online incluem:

  • Medicina Geral e Familiar — a especialidade de base para a maioria das queixas do dia a dia
  • Psiquiatria — acompanhamento e prescrição em doenças mentais estabilizadas
  • Dermatologia — avaliação de lesões cutâneas por fotografia ou vídeo
  • Endocrinologia — controlo de diabetes, tiróide e obesidade
  • Medicina Interna — gestão de doenças crónicas complexas
  • Ginecologia — acompanhamento de dúvidas, resultados e prescrições não invasivas
  • Urologia — avaliação de sintomas e orientação clínica
  • Saúde Ocupacional — atestados e certificados laborais

Quando faz sentido consultar um médico online?

A consulta médica online pode ser útil para situações que não exigem observação presencial imediata. Pode ser uma opção para:

  • Sintomas ligeiros ou moderados
  • Renovação de medicação, quando clinicamente adequada
  • Avaliação inicial de queixas recentes
  • Pedido de receita médica
  • Pedido de baixa médica, quando justificado
  • Atestados médicos, quando aplicável
  • Esclarecimento de dúvidas clínicas
  • Acompanhamento de situações já conhecidas
  • Orientação sobre necessidade de consulta presencial

A teleconsulta não substitui todas as consultas presenciais. Deve ser usada quando o médico consegue avaliar o caso com segurança à distância.

O médico online pode passar receita?

Sim. Um médico inscrito na Ordem dos Médicos pode emitir prescrição eletrónica quando, após avaliação clínica, considera que existe indicação médica. A receita pode depois ser utilizada numa farmácia em Portugal, de acordo com as regras aplicáveis à prescrição eletrónica.

O médico online pode passar baixa médica?

Sim, pode existir emissão de Certificado de Incapacidade Temporária por consulta não presencial, desde que o médico tenha condições clínicas para avaliar o caso. Um parecer jurídico da Ordem dos Médicos, de 29 de novembro de 2024, refere que não há impedimento legal à emissão de CIT por consulta não presencial, mas reforça a responsabilidade do médico na avaliação concreta do doente.

Isto significa que a baixa médica não é automática. Depende sempre da avaliação clínica.

💬 As perguntas mais frequentes

"A minha consulta é confidencial?" "Os meus dados de saúde estão seguros?" São as duas perguntas mais frequentes de quem usa o médico online pela primeira vez. A resposta a ambas é sim!

A consulta com médico online é confidencial?

Sim. O sigilo médico aplica-se à consulta online tal como à consulta presencial.

O sigilo médico é um dos pilares do exercício da medicina em Portugal, consagrado no Código Deontológico da Ordem dos Médicos. Este dever aplica-se integralmente à teleconsulta: o médico online está legal e eticamente proibido de partilhar qualquer informação clínica do doente com terceiros sem o seu consentimento expresso, com as exceções legalmente previstas (obrigação de denúncia de certas doenças, situações de risco de vida imediato, entre outras).

As consultas por videochamada decorrem em salas virtuais privadas, não são gravadas e não ficam acessíveis a terceiros. O médico é o único com acesso ao registo clínico da consulta.

Os meus dados ficam protegidos numa consulta online?

Os dados de saúde são dados sensíveis e devem ser tratados com medidas reforçadas de proteção. A plataforma deve explicar como recolhe, utiliza, conserva e protege a informação clínica.

Por isso, antes da consulta, confirme se a plataforma apresenta política de privacidade, contactos da entidade responsável e condições claras de utilização.

Proteção de dados: o quadro legal aplicável

Os dados de saúde são classificados pelo Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD — Regulamento UE 2016/679) como "dados de categorias especiais" — a categoria mais protegida da legislação europeia. Qualquer plataforma que trate dados de saúde de cidadãos portugueses está obrigada a cumprir requisitos rigorosos:

  • Armazenamento em servidores, preferencialmente localizados na União Europeia
  • Acesso restrito a profissionais de saúde com necessidade legítima de acesso
  • Conservação dos dados pelo período mínimo legalmente obrigatório e eliminação segura após esse prazo
  • Nomeação de um Encarregado de Proteção de Dados (EPD) e disponibilização de política de privacidade clara
  • Registo das atividades de tratamento de dados na CNPD (Comissão Nacional de Proteção de Dados)
  • Direito do doente a aceder, retificar e solicitar a eliminação dos seus dados pessoais

Quais as vantagens de falar com um médico online?

A consulta online pode ser útil quando precisa de orientação médica rápida e não quer ou não pode deslocar-se. As principais vantagens são:

1. Consulta sem deslocações

Pode falar com um médico a partir de casa, do trabalho ou de outro local privado.

2. Disponibilidade no próprio dia

Permite obter orientação médica mais rapidamente, quando há vaga disponível.

3. Horário alargado

Na Consultas-Online.pt, o serviço está disponível de segunda a domingo, das 9h às 21h.

4. Documentos por via digital

Receitas, baixas médicas e atestados podem ser enviados por via digital, quando clinicamente indicados.

5. Mais privacidade

Alguns temas de saúde são mais fáceis de abordar num ambiente familiar e reservado.

Porque cada vez mais o médico online é uma solução procurada?

O crescimento da procura por médico online em Portugal não é uma moda: é uma resposta racional a constrangimentos reais do sistema de saúde. Eis as razões mais apontadas pelos utilizadores:

Ausência de médico de família atribuído

Portugal enfrenta uma crise significativa na disponibilidade de médicos de família no SNS. Segundo dados da PORDATA (2023), mais de 1,5 milhões de portugueses não têm médico de família atribuído. Para este grupo, o médico online é frequentemente a única forma de aceder a cuidados médicos sem recorrer às urgências hospitalares.

Tempos de espera incompatíveis com a urgência da situação

Mesmo quem tem médico de família pode aguardar dias ou semanas por uma consulta para uma situação que necessita de avaliação no próprio dia. O médico online resolve esta lacuna: consulta no mesmo dia, ao horário escolhido, sem filas de espera.

Mobilidade reduzida e dificuldades de deslocação

Idosos, doentes com mobilidade reduzida, pessoas a cuidar de dependentes, residentes em zonas rurais com fraca cobertura de transportes públicos: todos estes grupos beneficiam de forma especialmente significativa da disponibilidade de um médico online que dispensa a deslocação.

Privacidade para assuntos sensíveis

Determinadas questões de saúde (saúde mental, saúde sexual, dependências, problemas urológicos ou ginecológicos) são mais facilmente abordadas num ambiente privado e familiar do que num consultório. A teleconsulta elimina o constrangimento da sala de espera e facilita uma comunicação mais aberta entre médico e doente.

Continuidade de cuidados em mobilidade

Viajantes, emigrantes portugueses no estrangeiro (que podem necessitar de documentação clínica portuguesa) e trabalhadores deslocados encontram no médico online uma forma de manter a continuidade dos seus cuidados de saúde sem dependência geográfica.

Rapidez e eficiência administrativa

Receita, baixa médica, atestado entregues por email no próprio dia da consulta. Sem filas no centro de saúde, sem formulários em papel, sem necessidade de se ausentar do trabalho para tratar de burocracia médica.

Quando não deve usar um médico online?

Não deve recorrer a uma consulta online em situações de emergência.

🚨 Ligue 112 ou dirija-se a uma urgência se tiver
  • Dor no peito
  • Falta de ar intensa
  • Sinais de AVC
  • Perda de consciência
  • Hemorragia grave
  • Reação alérgica grave
  • Acidente ou traumatismo importante
  • Dor súbita e intensa
  • Agravamento rápido do estado geral

A consulta médica online é indicada para situações compatíveis com avaliação remota. Não é adequada quando é necessário exame físico imediato ou intervenção urgente.

Como escolher o melhor médico online em Portugal?

Antes de realizar consulta, verifique estes critérios:

  • Médicos inscritos na Ordem dos Médicos — confirme que os profissionais têm habilitação adequada visitando o site da Ordem dos Médicos se não tem informação suficiente sobre o profissional de saúde com quem vai realizar a consulta
  • Informação clara sobre preços — o valor da consulta deve ser apresentado antes da marcação
  • Política de privacidade visível — a plataforma deve explicar como protege os seus dados
  • Disponibilidade alargada — idealmente 7 dias por semana, com horários que incluam fins de semana e feriados
  • Emissão de fatura — a emissão de fatura reforça transparência e conformidade
  • Explicação das limitações clínicas — o serviço deve indicar quando a teleconsulta não é adequada
  • Encaminhamento quando necessário — o médico deve poder recomendar consulta presencial ou urgência
  • Plataforma estável e apoio técnico — plataforma técnica estável, com videochamada e suporte em caso de falha de conectividade
  • Avaliações reais de utentes — as opiniões externas ajudam a avaliar a experiência do serviço, em fontes independentes e verificáveis

Perguntas frequentes sobre médico online em Portugal

1. Credenciais, segurança e legitimidade

Os médicos online são médicos reais?
Sim. Numa plataforma legítima, os médicos devem estar inscritos e em situação regular na Ordem dos Médicos. Antes de marcar uma consulta médica online, confirme: se a plataforma identifica a entidade prestadora; se os médicos estão inscritos na Ordem dos Médicos; se existe política de privacidade clara; se há informação transparente sobre preços; se existe emissão de fatura; se o serviço explica as limitações da teleconsulta; se há encaminhamento presencial quando necessário.

A ERS indica que a publicidade em saúde deve identificar devidamente a entidade ou profissional, bem como fornecer informação essencial ao utente, incluindo elementos como cédula profissional, atos abrangidos, preço total e eventuais restrições.
Como funciona o sigilo médico numa consulta online?
O sigilo médico aplica-se integralmente à teleconsulta, exatamente como na consulta presencial. A videochamada decorre em sala virtual privada, não é gravada e o conteúdo clínico está protegido pelo Código Deontológico da Ordem dos Médicos e pelo RGPD. O médico está legalmente proibido de partilhar qualquer informação clínica sem consentimento expresso do doente, salvo exceções legalmente previstas.
A consulta online é gravada?
A consulta não deve ser gravada sem informação e consentimento adequados. A plataforma deve explicar claramente as suas regras de privacidade e tratamento de dados.

2. Baixa médica, receitas e atestados

O médico online pode passar baixa médica?
Sim. O Certificado de Incapacidade Temporária, conhecido como baixa médica, pode ser emitido após consulta por videochamada com médico inscrito na Ordem dos Médicos, quando clinicamente justificado. A baixa médica é válida para os efeitos legais aplicáveis e pode ser comunicada à Segurança Social. No entanto, a emissão não é automática — depende sempre da avaliação clínica e da existência de informação suficiente para o médico avaliar a incapacidade temporária.
A receita passada pelo médico online é válida na farmácia?
Sim. A prescrição eletrónica emitida por um médico inscrito na Ordem dos Médicos tem validade em farmácias em Portugal, nos termos aplicáveis à prescrição eletrónica. Não existe diferença legal entre uma receita emitida numa consulta presencial e uma receita emitida numa consulta online, desde que seja passada por um médico habilitado.
Posso pedir um atestado online?
Pode pedir, mas a emissão depende da avaliação clínica e da finalidade do atestado. O médico pode recusar emitir o documento se não tiver elementos suficientes para o fazer com segurança e responsabilidade clínica.

3. Disponibilidade e funcionamento da consulta

Posso falar com um médico online ao fim de semana?
Sim. Na Consultas-Online.pt, as consultas estão disponíveis de segunda a domingo, das 9h às 21h.
O médico online pode ver doentes de urgência ao fim de semana?
Sim, desde que não se trate de uma emergência médica. A Consultas-Online.pt está disponível de segunda a domingo, das 9h às 21h, incluindo feriados. Para situações que não constituam emergência médica, o médico online pode ser uma opção válida e disponível ao fim de semana. Em caso de emergência médica, deve ligar 112 ou recorrer a uma urgência hospitalar.
Quanto tempo demora a consulta com médico online?
Uma consulta com médico online pode durar entre 15 e 30 minutos em situações agudas simples. Consultas de seguimento de doenças crónicas ou consultas que impliquem revisão de documentação clínica podem ser mais longas. Não existem limites de tempo fixos — a consulta deve durar o tempo necessário para uma avaliação adequada.

4. Historial clínico, SNS e médico de família

O médico online tem acesso ao meu historial clínico do SNS?
Não automaticamente. As plataformas privadas de teleconsulta não têm acesso direto ao Processo Clínico Único do SNS. Por isso, deve preparar antes da consulta os documentos clínicos relevantes, como análises recentes, relatórios médicos, exames complementares, lista de medicação atual, relatórios de especialidade e informação sobre doenças anteriores. O médico online baseia a sua avaliação nas informações fornecidas pelo doente e nos documentos partilhados durante a consulta.
O médico online substitui o médico de família?
Não substitui totalmente. O médico online habitualmente é procurado para ajudar em situações pontuais, sintomas agudos, renovação de medicação, documentação clínica e orientação médica. No entanto, não substitui o acompanhamento continuado que um médico de Medicina Geral e Familiar proporciona ao longo dos anos. Sempre que possível, recomenda-se manter acompanhamento regular com um médico de família que conheça a história clínica completa do doente, presencialmente ou mesmo online.

5. Seguros, localização e condições especiais

Posso ser reembolsado pelo seguro de saúde?
Na maioria dos casos, pode ser possível. Alguns seguros de saúde privados em Portugal aceitam faturas de teleconsulta para efeitos de reembolso. No entanto, as condições variam consoante a apólice, a seguradora e o tipo de cobertura contratada. Verifique sempre as condições específicas junto da sua seguradora antes de marcar a consulta.
Posso consultar um médico online estando no estrangeiro?
Depende da situação. Para obtenção de documentação com validade legal em Portugal, como baixa médica, receita ou atestados, podem existir condições específicas relacionadas com a localização do doente no momento da consulta. Para pedidos de orientação clínica ou segunda opinião, a localização pode não ser determinante. Consulte sempre os termos específicos da plataforma antes de marcar.

6. Urgência e limites da teleconsulta

Posso usar médico online em vez de ir à urgência?
Não em situações de emergência. Em caso de risco grave, sintomas intensos ou agravamento rápido do estado de saúde, deve ligar 112 ou recorrer a uma urgência hospitalar. A consulta online pode ser útil para situações não emergentes, orientação clínica, sintomas ligeiros ou moderados e avaliação inicial.

Médico online: cuidados médicos à distância

O médico online é uma forma prática de aceder a cuidados médicos à distância em Portugal. Pode ser útil para avaliação inicial, orientação clínica, receitas, baixas médicas e atestados, quando a situação é adequada a teleconsulta.

A segurança do serviço depende de três fatores: médicos devidamente habilitados, plataforma segura e decisão clínica responsável.

Na Consultas-Online.pt, pode falar com um médico por videochamada, de segunda a domingo, das 9h às 21h, com emissão de fatura e envio digital da documentação clínica quando aplicável.

Marque a sua consulta online e fale com um médico hoje, sem sair de casa.

Disponível de segunda a domingo, das 9h às 21h. Fatura AT automática. Médicos inscritos na Ordem dos Médicos.

Referências Bibliográficas

  1. Decreto-Lei n.º 2/2024, de 5 de janeiro. Diário da República, 1.ª série. Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e da Saúde. Disponível em: dre.pt
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  15. Andrews, G., Basu, A., Cuijpers, P., et al. (2018). Computer therapy for anxiety and depression disorders: updated meta-analysis. Journal of Anxiety Disorders, 55, 70–78.
💻 Telemedicina

Telemedicina em Portugal: O Que É, Como Funciona e Quais os Seus Direitos

22 min
🔬 Atualizado 2026

O guia mais completo sobre telemedicina em Portugal: quadro legal, diferenças SNS vs. privada, modalidades, evidência científica e todos os seus direitos como utente.

O que é a telemedicina?

A telemedicina é a prestação de cuidados de saúde à distância com recurso a tecnologias de informação e comunicação. O conceito abrange um espectro alargado de práticas clínicas e de saúde, desde a simples videoconsulta entre médico e doente até ao diagnóstico remoto por imagem, à monitorização contínua de doentes crónicos com dispositivos conectados e à telecirurgia assistida por robótica.

Em termos etimológicos, o prefixo grego «tele» significa «à distância», pelo que telemedicina é, literalmente, a prática da medicina à distância. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define-a, desde 1997, como «a prestação de serviços de saúde em que a distância é um fator crítico, por todos os profissionais de saúde, utilizando tecnologias de informação e comunicação para o intercâmbio de informação válida para o diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças e lesões, pesquisa e avaliação, e para a educação continuada dos prestadores de cuidados de saúde, tudo no interesse da promoção da saúde dos indivíduos e das suas comunidades».

Em Portugal, a telemedicina está regulamentada pela Ordem dos Médicos, através do Regulamento de Telemedicina (2020), e pelo Ministério da Saúde, através do Despacho n.º 3571/2013, de 6 de março. Estas normas equiparam juridicamente o ato médico realizado à distância ao ato médico presencial, conferindo-lhe a mesma validade legal, deontológica e clínica.

Breve história da telemedicina

Contrariamente ao que se possa pensar, a telemedicina não nasceu com a internet. As suas origens remontam ao século XIX:

  • 1906: Willem Einthoven, inventor do eletrocardiograma, transmite o primeiro ECG por linha telefónica entre o Hospital da Universidade de Leiden e o seu laboratório, a 1,5 km de distância. É considerado o primeiro ato de telemedicina da história.
  • Anos 1950–60: Nos EUA, os primeiros programas de telerradiologia e telepsiquiatria surgem em contextos militares e de investigação. A NASA desenvolve sistemas de monitorização remota de astronautas.
  • Anos 1990: A expansão da internet de banda larga torna a videoconsulta tecnicamente viável. Surgem os primeiros programas estruturados de telemedicina em hospitais europeus e norte-americanos.
  • 2010–2019: A proliferação dos smartphones e das ligações móveis de alta velocidade democratiza o acesso à telemedicina. Surgem as primeiras plataformas comerciais de teleconsulta direta ao consumidor.
  • 2020–presente: A pandemia de COVID-19 funciona como catalisador de adoção massiva. Em Portugal, o número de teleconsultas realizadas no SNS cresceu mais de 400% entre 2019 e 2021, segundo dados da ACSS.

Quais as modalidades de telemedicina?

A telemedicina não se resume à videochamada com um médico. Abrange um conjunto diversificado de modalidades clínicas, cada uma com aplicações, tecnologias e contextos próprios:

Teleconsulta (Store-and-Forward vs. Tempo Real)

A teleconsulta é a modalidade mais familiar ao cidadão comum e divide-se em duas variantes:

  • Teleconsulta em tempo real (synchronous): Videochamada ao vivo entre médico e doente. Permite interação direta, avaliação visual e recolha de história clínica em tempo real. É a modalidade predominante nas plataformas de teleconsulta privada em Portugal, como a Consultas-Online.pt.
  • Teleconsulta assíncrona (store-and-forward): O doente envia informação clínica (fotografias, vídeos, questionários, resultados analíticos) que o médico analisa posteriormente, sem interação simultânea. Muito utilizada em teledermatologia, teleoftalmologia e teledermatoscopia.

Telemonitorização

A telemonitorização consiste na recolha e transmissão remota de dados fisiológicos do doente para análise por profissionais de saúde. É especialmente relevante na gestão de doenças crónicas:

  • Telemonitorização cardíaca: Transmissão de ECG, frequência cardíaca e ritmo cardíaco. Holter de 24h com transmissão remota. Pacemakers e desfibrilhadores implantáveis com telemetria.
  • Telemonitorização da diabetes: Glucómetros conectados que enviam valores de glicemia ao médico ou à plataforma de saúde. Sensores de glicose intersticial contínuos (CGM) com alertas automáticos.
  • Telemonitorização da pressão arterial: Tensiómetros domésticos com transmissão de dados para o processo clínico eletrónico.
  • Telemonitorização respiratória: Oxímetros de pulso conectados para monitorização de saturação de oxigénio em doentes com DPOC, asma ou insuficiência respiratória crónica.
  • Telemonitorização pós-cirúrgica: Acompanhamento remoto de doentes após intervenção cirúrgica, reduzindo internamentos e reinternamentos.

Especialidades com aplicações específicas de telemedicina

  • Teledermatologia: Avaliação de lesões cutâneas por fotografia de alta resolução ou dermatoscopia digital remota. Tanto o método SAF como a teledermatologia LI apresentam níveis aceitáveis de precisão diagnóstica e de concordância quando comparados com a dermatologia presencial em consulta (Warshaw et al., 2009).
  • Telerradiologia: Leitura e interpretação remota de exames de imagem (radiografias, TACs, RMNs). Permite acesso a radiologistas especializados em hospitais com menor volume ou em horário noturno.
  • Telepsiquiatria: Avaliação, diagnóstico e terapêutica psiquiátrica por videochamada. Demonstrou eficácia equivalente à consulta presencial para depressão, ansiedade e PTSD (Carlbring et al., 2018).
  • Teleoftalmologia: Rastreio de retinopatia diabética e glaucoma através de fotografia de fundo ocular com análise remota. Programas de rastreio populacionais no SNS.
  • Teleneurologia: Segunda opinião em AVC agudo (telestroke) com apoio a unidades hospitalares periféricas. Teleconsulta de epilepsia, esclerose múltipla e Parkinson.
  • Telecardiopatia: Interpretação remota de ECG, ecocardiogramas e Holter. Apoio a centros de saúde primários sem cardiologista residente.
  • Teleoncologia: Acompanhamento de doentes em tratamento oncológico, gestão de efeitos secundários e suporte psicológico por videochamada.
  • Teleurgência: Triagem remota em situações de urgência não imediata, apoio a populações isoladas e serviços de saúde em zonas remotas.

Teleconsulta entre profissionais (Peer-to-Peer)

A telemedicina não se limita à relação médico-doente. A teleconsulta entre profissionais de saúde (médico de família e especialista hospitalar, enfermeiro e médico, farmacêutico e médico) é uma modalidade crescente que melhora a eficiência do sistema de saúde e reduz referenciações desnecessárias para especialidade.

Quadro legal da telemedicina em Portugal: legislação completa

Portugal possui um quadro regulatório estruturado para a prática da telemedicina, distribuído por múltiplos diplomas legais e regulamentos profissionais. Compreendê-lo é essencial tanto para os profissionais de saúde como para os utentes.

Decreto-Lei n.º 2/2024, de 5 de janeiro — A Lei da Baixa Médica Online

Os seus pontos principais:

  • Estabelece que o Certificado de Incapacidade Temporária (CIT - «baixa médica») pode ser emitido na sequência de uma teleconsulta médica, sem necessidade de consulta presencial
  • Equipara, para todos os efeitos legais e laborais, o CIT emitido por teleconsulta ao CIT emitido em consulta presencial
  • Aplica-se a todos os médicos inscritos na Ordem dos Médicos que pratiquem teleconsulta em território nacional, independentemente do setor (SNS ou privado)

Regulamento de Telemedicina da Ordem dos Médicos (2020)

O Regulamento de Telemedicina, aprovado pelo Conselho Nacional da Ordem dos Médicos em 2020, constitui o principal instrumento deontológico que rege a prática da teleconsulta em Portugal. Estabelece:

  • Definição e âmbito — clarifica o que constitui telemedicina para efeitos deontológicos e quais as modalidades abrangidas
  • Condições de exercício — o médico deve garantir que possui as competências técnicas necessárias e que a plataforma utilizada reúne os requisitos de segurança adequados
  • Relação médico-doente — o caráter personalizado e individualizado da relação médico-doente deve ser preservado na teleconsulta, com especial atenção à comunicação não-verbal limitada pelo meio digital
  • Identificação e consentimento — obrigatoriedade de identificação mútua no início de cada ato e de obtenção de consentimento informado específico para a modalidade de teleconsulta
  • Registo clínico — toda a teleconsulta deve ser registada em processo clínico individual, com os mesmos requisitos de completude que a consulta presencial
  • Limites da teleconsulta — o médico é responsável por reconhecer quando a situação clínica excede o que pode ser gerido à distância e por encaminhar o doente para avaliação presencial
  • Confidencialidade e proteção de dados — obrigação de utilizar plataformas que garantam a segurança das comunicações e a proteção dos dados clínicos

Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD) e Lei n.º 58/2019

O RGPD (Regulamento UE 2016/679) classifica os dados de saúde como «dados de categorias especiais», sujeitos a um regime de proteção reforçado. A Lei n.º 58/2019 executa o RGPD na ordem jurídica portuguesa. As implicações para a telemedicina são:

  • Consentimento explícito — o tratamento de dados de saúde requer consentimento específico, informado e inequívoco do titular
  • Minimização de dados — apenas os dados estritamente necessários para a prestação do cuidado de saúde devem ser recolhidos e tratados
  • Limitação de conservação — os dados devem ser conservados apenas pelo período necessário ao cumprimento da finalidade para que foram recolhidos, com os mínimos legais aplicáveis
  • Segurança técnica e organizativa — as plataformas de telemedicina são obrigadas a implementar medidas de segurança adequadas ao risco, incluindo encriptação, controlo de acesso e auditoria
  • Notificação de violações — qualquer violação de segurança que afete dados de saúde deve ser notificada à CNPD no prazo de 72 horas
  • Direitos do titular — acesso, retificação, apagamento («direito a ser esquecido»), portabilidade e oposição ao tratamento

Lei de Bases da Saúde, aprovada em 2019 (Lei n.º 95/2019)

A Lei de Bases da Saúde, aprovada em 2019, consagra expressamente o direito dos utentes ao acesso a cuidados de saúde através de meios digitais e reconhece a telemedicina como um instrumento de promoção da equidade no acesso, nomeadamente para populações em zonas geográficas com menor densidade de serviços de saúde.

Estratégia Nacional para o Desenvolvimento da Telemedicina

O Ministério da Saúde tem desenvolvido, através da SPMS (Serviços Partilhados do Ministério da Saúde) e da ACSS (Administração Central do Sistema de Saúde), uma estratégia de expansão da telemedicina no SNS, que inclui:

  • Plataforma nacional de teleconsulta do SNS — integrada com o Registo de Saúde Eletrónico (RSE) e o Processo Clínico Único
  • Programas de teleconsulta em especialidades com listas de espera elevadas — psiquiatria, dermatologia, oftalmologia
  • Projetos-piloto de telemonitorização de doentes crónicos — diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca
  • Formação de profissionais de saúde em competências de teleconsulta e comunicação digital

Quando optar pela telemedicina privada

A teleconsulta privada é a opção indicada quando:

  • O doente não tem médico de família atribuído (mais de 1,5 milhões de portugueses nesta situação)
  • A situação é aguda e não tolera espera: gripe, infeção urinária, amigdalite, necessidade urgente de baixa médica
  • A consulta é necessária fora do horário do SNS: fins de semana, feriados, período noturno
  • O doente prefere privacidade total sem consulta do processo clínico do SNS
  • O seguro de saúde reembolsa parcialmente o custo, tornando o diferencial financeiro residual

Direitos do utente na telemedicina: guia completo

Conhecer os seus direitos como utente de telemedicina é tão importante como saber como funciona. Os seus direitos numa teleconsulta são idênticos aos de qualquer consulta médica presencial e em alguns aspetos são reforçados pela legislação digital.

Direito ao sigilo médico

O sigilo médico é um dos alicerces da relação médico-doente, consagrado no artigo 85.º do Código Deontológico da Ordem dos Médicos. Aplica-se integralmente à teleconsulta:

  • O médico está proibido de revelar qualquer informação sobre o estado de saúde, diagnóstico ou tratamento do doente a terceiros, sem o seu consentimento expresso
  • A videochamada decorre em sala virtual privada. Não é gravada pelo médico nem pela plataforma, salvo com consentimento explícito do doente
  • O conteúdo da consulta não é partilhado com seguradoras, entidades patronais, familiares ou qualquer outra entidade terceira
  • As exceções ao sigilo médico são as mesmas que na consulta presencial: obrigação de declaração de certas doenças infecto-contagiosas, situações de risco de vida imediato e determinações judiciais

Direito ao consentimento informado

O consentimento informado é um direito fundamental do doente, consagrado na Lei de Bases da Saúde e no Código Deontológico da OM. Na teleconsulta, este direito implica:

  • O doente deve ser informado, antes do início da consulta, de que esta se realiza por meios digitais e das implicações que isso comporta
  • O doente tem o direito de recusar a teleconsulta e solicitar atendimento presencial, sem que tal recusa prejudique o seu acesso a cuidados de saúde
  • O médico deve obter consentimento específico para qualquer gravação da consulta, partilha de informação com outros profissionais ou utilização dos dados para fins de investigação
  • O consentimento informado para teleconsulta deve ser prestado de forma livre, esclarecida e documentada

Direito à proteção de dados pessoais de saúde

Ao abrigo do RGPD e da Lei n.º 58/2019, o utente de telemedicina tem os seguintes direitos relativamente aos seus dados de saúde:

  • Direito de acesso — pode solicitar à plataforma uma cópia de todos os dados pessoais que detém sobre si, incluindo registos clínicos
  • Direito de retificação — pode corrigir dados inexatos ou incompletos
  • Direito ao apagamento («direito a ser esquecido») — pode solicitar a eliminação dos seus dados, salvo quando a sua conservação seja obrigatória por lei (ex.: registos clínicos com prazo mínimo de conservação legal)
  • Direito à portabilidade — pode solicitar a transmissão dos seus dados a outro prestador de saúde, em formato estruturado e interoperável
  • Direito de oposição — pode opor-se ao tratamento dos seus dados para fins de marketing, investigação ou outros fins não diretamente relacionados com a prestação do cuidado de saúde
  • Direito de apresentar queixa — pode apresentar queixa à CNPD (www.cnpd.pt) se considerar que os seus direitos foram violados

Direito à fatura e à transparência de preços

Qualquer prestação de serviços médicos em Portugal, incluindo teleconsultas, obriga à emissão de fatura AT nos termos do Código do IVA e do Código do IRC/IRS. O utente tem direito a:

  • Receber fatura AT automaticamente após cada consulta, sem necessidade de a solicitar
  • Obter fatura com discriminação clara do serviço prestado, valor cobrado e identificação do prestador
  • Utilizar a fatura para dedução fiscal (15% em IRS como despesa de saúde) e para reembolso junto do seguro de saúde
  • Ser informado do preço total da consulta antes da sua realização, sem surpresas ou custos ocultos

Direito à qualidade clínica e à segunda opinião

O utente de telemedicina tem direito a:

  • Cuidados de saúde de qualidade equivalente à consulta presencial, prestados por médico devidamente credenciado
  • Ser encaminhado para avaliação presencial sempre que a situação clínica o exija
  • Solicitar segunda opinião a outro médico, sem que o médico inicial tenha qualquer objeção legítima
  • Apresentar reclamação junto da Ordem dos Médicos em caso de má prática ou comportamento não deontológico
  • Obter cópia do registo clínico da consulta, incluindo o diagnóstico formulado e o plano terapêutico prescrito

Quais as vantagens e limitações da telemedicina?

A telemedicina tem vantagens inegáveis, mas também limitações reais que qualquer análise séria deve reconhecer.

Vantagens demonstradas

  • Equidade no acesso — redução das desigualdades geográficas no acesso a cuidados de saúde especializados. Populações rurais e insulares acedem a especialistas sem deslocação
  • Redução dos tempos de espera — em especialidades com listas de espera prolongadas, a teleconsulta permite um primeiro contacto clínico mais rápido
  • Conveniência para o doente — eliminação da necessidade de deslocação, estacionamento, ausência ao trabalho e exposição a outros doentes em sala de espera
  • Segurança em contexto de doença infecciosa — redução do risco de transmissão cruzada de agentes infecciosos, demonstrado de forma inequívoca durante a pandemia de COVID-19
  • Adesão terapêutica — estudos demonstram que doentes crónicos acompanhados por telemedicina têm taxas de adesão superiores, pela maior facilidade de contacto com o médico
  • Eficiência do sistema de saúde — redução de consultas presenciais desnecessárias, libertando recursos para casos de maior complexidade
  • Saúde mental — redução do estigma e das barreiras de acesso a cuidados de saúde mental, com eficácia terapêutica demonstradamente equivalente à consulta presencial

Limitações da telemedicina na atualidade

  • Impossibilidade de exame físico — a ausência de contacto físico impede a auscultação, palpação, percussão e observação direta de certas características clínicas, limitando o diagnóstico em situações que exigem estes dados semiológicos
  • Exclusão digital — cidadãos sem competências digitais, acesso a dispositivos ou ligação à internet de qualidade suficiente ficam excluídos da telemedicina. Em Portugal, este grupo inclui desproporcionalmente idosos e populações de menor escolaridade
  • Risco de sobrediagnóstico ou subdiagnóstico — a limitação de informação clínica disponível à distância pode conduzir a diagnósticos menos precisos em situações de maior complexidade ou ambiguidade clínica
  • Ausência de continuidade garantida — em algumas plataformas de teleconsulta privada, o doente pode ser atendido por médicos diferentes em consultas sucessivas, comprometendo a longitudinalidade dos cuidados. Isso não acontece na Consultas-Online.pt
  • Questões de privacidade no ambiente doméstico — a realização da consulta em casa pode não garantir a privacidade necessária se existirem outras pessoas presentes no espaço
  • Limitações técnicas — falhas de conectividade, qualidade de imagem/áudio insuficiente e inexperiência tecnológica do doente ou do médico podem comprometer a qualidade da teleconsulta

Qual a evidência científica existente sobre a telemedicina?

A investigação científica sobre telemedicina acumulou, nas últimas duas décadas, um corpo de evidência robusto que sustenta a sua eficácia e segurança em múltiplos contextos clínicos.

Revisões sistemáticas e metanálises

Uma revisão Cochrane publicada em 2020 (Flodgren et al.) analisou 93 ensaios clínicos randomizados sobre intervenções de telemedicina e concluiu que, para a gestão de doenças crónicas como diabetes, insuficiência cardíaca e DPOC, a telemedicina melhora outcomes clínicos de forma estatisticamente significativa, com efeitos moderados a grandes na adesão terapêutica, no controlo metabólico e na qualidade de vida relacionada com a saúde.

Uma metanálise de Carlbring et al. (2018), publicada na Cognitive Behaviour Therapy, analisou 52 estudos sobre psicoterapia por videoconferência versus presencial e encontrou equivalência terapêutica para depressão, ansiedade generalizada, pânico, fobia social e PTSD, com tamanhos de efeito comparáveis.

Segurança clínica

O estudo mais abrangente sobre segurança da teleconsulta em cuidados de saúde primários (Wherton et al., BMJ, 2020), envolvendo mais de 50.000 teleconsultas no NHS britânico, concluiu que a taxa de eventos adversos associados a diagnósticos por teleconsulta é comparável à da consulta presencial quando existe triagem adequada dos casos, ou seja, quando apenas as situações passíveis de avaliação remota são geridas por teleconsulta.

Impacto na equidade em saúde

Estudos realizados em Portugal e noutros países europeus com características demográficas similares (baixa densidade populacional em zonas interiores, envelhecimento da população) demonstram que a telemedicina tem impacto positivo na redução das desigualdades de acesso a especialidades médicas, permitindo que doentes em zonas rurais acedam a cuidados de saúde diferenciados sem as barreiras tradicionais de custo e distância.

Satisfação dos profissionais de saúde

Um inquérito realizado pela Ordem dos Médicos de Portugal em 2021, após o período de maior adoção forçada de teleconsulta durante a pandemia, revelou que 67% dos médicos de família consideravam a teleconsulta «adequada ou muito adequada» para um subconjunto das suas consultas habituais, e que 58% pretendiam manter uma proporção de teleconsultas no seu exercício clínico pós-pandémico.

Perguntas frequentes sobre telemedicina em Portugal

O que é a telemedicina em termos simples?
A telemedicina é ir ao médico sem sair de casa, através de videochamada, telefone ou outros meios digitais. Inclui desde a consulta simples com o médico até ao diagnóstico especializado por análise remota de imagens médicas ou monitorização contínua de doenças crónicas com dispositivos conectados.
A telemedicina é legal em Portugal?
Sim. A telemedicina em Portugal está regulamentada pelo Regulamento de Telemedicina da Ordem dos Médicos (2020), pelo Decreto-Lei n.º 2/2024, de 5 de janeiro (que legaliza a emissão de baixa médica por teleconsulta) e pela Lei de Bases da Saúde (Lei n.º 95/2019). O ato médico realizado por telemedicina tem a mesma validade legal que o realizado presencialmente.
Qual a diferença entre telemedicina e teleconsulta?
A teleconsulta é uma das modalidades da telemedicina, a mais comum para o cidadão. A telemedicina é o conceito mais amplo, que inclui também telerradiologia, telemonitorização, teledermatologia, telepsiquiatria e teleconsulta entre profissionais de saúde.
O meu sigilo médico está protegido numa teleconsulta?
Sim. O sigilo médico aplica-se integralmente à teleconsulta, tal como à consulta presencial. O médico está proibido por lei e pelo Código Deontológico de partilhar qualquer informação clínica sem o seu consentimento expresso. As plataformas legítimas não gravam as consultas e protegem os dados de saúde ao abrigo do RGPD.
Quais são os meus direitos numa teleconsulta?
Os seus direitos incluem: sigilo médico total, consentimento informado específico para teleconsulta, proteção de dados ao abrigo do RGPD (acesso, retificação, apagamento, portabilidade), fatura AT automática, transparência de preços, qualidade clínica equivalente à consulta presencial e direito de reclamação junto da Ordem dos Médicos, ERS ou CNPD.
A telemedicina é adequada para urgências?
Não. A telemedicina não substitui os serviços de urgência em situações com risco imediato para a vida. Em caso de emergência médica, ligue sempre 112 (INEM). Para situações urgentes, mas não emergentes, como gripe, febre alta, infeção urinária ou necessidade de baixa médica urgente, a teleconsulta é uma opção adequada e disponível no mesmo dia.
Posso ser reembolsado pelo seguro de saúde por uma teleconsulta privada?
Na maioria dos casos, sim. Os principais seguros de saúde privados em Portugal (Médis, AdvanceCare, Multicare, Fidelidade) aceitam faturas AT de teleconsultas para reembolso. As condições variam consoante o plano contratado — verifique junto da sua seguradora. A fatura AT é emitida automaticamente pelas plataformas legítimas de telemedicina privada.
A telemedicina é eficaz para saúde mental?
Sim. A evidência científica é robusta: metanálises publicadas em revistas de referência demonstram equivalência terapêutica entre a psicoterapia por videoconferência e a presencial para as principais perturbações de saúde mental (depressão, ansiedade, PTSD). O ambiente doméstico pode, adicionalmente, reduzir o estigma e facilitar a adesão ao tratamento.

Telemedicina em Portugal — presente consolidado, futuro promissor

A telemedicina em Portugal deixou de ser um conceito experimental para se tornar uma realidade clínica consolidada, legalmente enquadrada e com evidência científica robusta que sustenta a sua eficácia e segurança.

O quadro regulatório existente (Decreto-Lei n.º 2/2024, de 5 de janeiro, Regulamento de Telemedicina da OM, RGPD e Lei de Bases da Saúde) confere ao utente e ao profissional de saúde a segurança jurídica necessária para adotar a teleconsulta com confiança. Os direitos do utente são os mesmos da consulta presencial, reforçados pela legislação específica de proteção de dados digitais.

As diferenças entre a telemedicina disponível no SNS e na esfera privada são reais e condicionam a experiência: o setor privado oferece imediatismo, disponibilidade alargada e autonomia de marcação; o SNS oferece gratuitidade e integração clínica. Para muitos portugueses, especialmente os mais de 1,5 milhões sem médico de família atribuído, a telemedicina privada é hoje a solução mais acessível e rápida para necessidades de saúde agudas.

A Consultas-Online.pt representa este modelo: médicos inscritos na Ordem dos Médicos, plataforma em conformidade com o RGPD, fatura AT automática, disponibilidade de segunda a domingo entre as 9h e as 21h. Uma resposta concreta às necessidades reais dos utentes portugueses, alinhada com o melhor da telemedicina europeia.

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Referências Bibliográficas

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  9. Flodgren, G., Rachas, A., Farmer, A. J., et al. (2020). Interactive telemedicine: effects on professional practice and health care outcomes. Cochrane Database of Systematic Reviews, 9, CD002098.
  10. Greenhalgh, T., Wherton, J., Shaw, S., & Morrison, C. (2020). Video consultations for covid-19. BMJ, 368, m998.
  11. Carlbring, P., Andersson, G., Cuijpers, P., et al. (2018). Internet-based vs. face-to-face cognitive behavior therapy for psychiatric and somatic disorders: updated systematic review and meta-analysis. Cognitive Behaviour Therapy, 47(1), 1–18.
  12. Warshaw, E. M., Hillman, Y. J., Greer, N. L., et al. (2009). Teledermatology for diagnosis and management of skin conditions: a systematic review. Journal of the American Academy of Dermatology, 60(4), 668–676.
  13. Bashshur, R. L., Howell, J. D., Krupinski, E. A., et al. (2016). The Empirical Foundations of Telemedicine Interventions in Primary Care. Telemedicine and e-Health, 22(5), 342–375.
  14. ACSS — Administração Central do Sistema de Saúde. (2022). Relatório de acompanhamento das teleconsultas no SNS 2020–2021. Lisboa: ACSS/Ministério da Saúde.
  15. Comissão Europeia. (2022). Proposta de Regulamento relativo ao Espaço Europeu de Dados de Saúde (EHDS). COM(2022) 197 final.
  16. ERS — Entidade Reguladora da Saúde. (2019). Estudo sobre o acesso aos cuidados de saúde primários do SNS. Lisboa: ERS.
  17. CNPD — Comissão Nacional de Proteção de Dados. (2021). Guia sobre a proteção de dados pessoais de saúde. Lisboa: CNPD. Disponível em: cnpd.pt
  18. Pordata. (2023). Utentes sem médico de família atribuído em Portugal. Fundação Francisco Manuel dos Santos. Disponível em: pordata.pt
  19. Einthoven, W. (1906). Le télécardiogramme. Archives Internationales de Physiologie, 4, 132–164. (Primeira transmissão de ECG à distância — marco histórico da telemedicina.)
  20. Regulamento (UE) 2017/745 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de abril de 2017, relativo aos dispositivos médicos (MDR). Jornal Oficial da União Europeia, L 117.
🌍 Saúde Global

Dia Mundial da Saúde 2026: Juntos pela Ciência

6 min
🔬 7 de Abril de 2026
📅 7 de Abril — Dia Mundial da Saúde

Celebrado anualmente a 7 de Abril, o Dia Mundial da Saúde assinala a fundação da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1948. Em 2026, o tema é "Juntos pela Ciência" — um apelo global à confiança na evidência científica como pilar fundamental para proteger a saúde de todos.

O tema de 2026: Juntos pela Ciência

A OMS escolheu para 2026 um tema que reflecte um momento crítico para a saúde global: "Juntos pela Ciência". Num período em que a desinformação e o ceticismo científico ameaçam conquistas históricas da medicina, a campanha apela à confiança nos dados, nas vacinas e nas decisões baseadas em evidência.

A mensagem é clara: sem ciência, não há vacinas, não há antibióticos, não há tratamentos para doenças crónicas. A colaboração científica internacional foi o que tornou possível responder à pandemia de Covid-19 e continua a ser a única forma de enfrentar os desafios de saúde do futuro.

Porque a ciência importa para a sua saúde no dia a dia

Muitas das decisões médicas que tomamos todos os dias — que antibiótico tomar para uma amigdalite, quando renovar a carta de condução, como tratar uma infeção urinária — baseiam-se em décadas de investigação científica. As guidelines clínicas que os médicos seguem são o resultado de milhares de estudos e ensaios clínicos.

Na ConsultasOnline, todos os serviços seguem as orientações da Direcção-Geral de Saúde (DGS) e das principais sociedades médicas europeias. Cada consulta, cada tratamento e cada atestado é emitido com base em evidência científica actualizada.

Os maiores desafios de saúde em Portugal em 2026

Doenças crónicas não transmissíveis

As doenças cardiovasculares, diabetes, cancro e doenças respiratórias crónicas são as principais causas de morte em Portugal. A maioria é prevenível ou controlável com rastreio precoce, medicação adequada e mudança de hábitos — tudo suportado por evidência científica.

Resistência antimicrobiana

O uso excessivo e inadequado de antibióticos está a criar bactérias resistentes. Em Portugal, as guidelines da DGS recomendam o uso criterioso de antibióticos — por isso, numa consulta de amigdalite ou infeção urinária, o médico avalia cuidadosamente se o antibiótico é realmente necessário.

Acesso aos cuidados de saúde

Mais de um milhão de portugueses não tem médico de família atribuído. A telemedicina e as consultas online são uma resposta cientificamente validada para melhorar o acesso a cuidados de saúde primários — sem comprometer a qualidade ou a segurança.

O que pode fazer hoje pela sua saúde

  • Rastreio preventivo — tensão arterial, glicemia, colesterol e rastreios oncológicos recomendados pela DGS
  • Vacinação — mantenha o Plano Nacional de Vacinação actualizado
  • Medicação crónica — não interrompa tratamentos sem consultar o médico
  • Consulta regular — mesmo sem sintomas, a avaliação periódica é fundamental
  • Informação fiável — recorra a fontes como a DGS, a OMS e profissionais de saúde
⚠️ Desinformação em saúde

Em caso de dúvida sobre qualquer informação de saúde que leia nas redes sociais, consulte um profissional de saúde ou verifique em fontes oficiais como dgs.pt ou who.int. A saúde é demasiado importante para depender de informação não verificada.

Telemedicina e ciência — uma combinação ao serviço da sua saúde

A telemedicina é um dos avanços científicos mais importantes da última década na área da saúde primária. Em Portugal, o Decreto-Lei n.º 2/2024, de 5 de janeiro reconhece legalmente a videoconsulta como forma válida de prestação de cuidados médicos — incluindo a emissão de baixas médicas, atestados e tratamentos.

Na ConsultasOnline, utilizamos tecnologia segura para levar cuidados médicos a quem não tem acesso fácil a um médico presencial — seguindo exactamente os mesmos protocolos clínicos de uma consulta presencial.

Cuide da sua saúde hoje

Baixa médica, atestados, consulta de acompanhamento crónico e rastreio de DST — por videoconsulta, sem filas, no próprio dia.

Referências

  1. OMS/PAHO. World Health Day 2026 — Together for Science. who.int. 2026.
  2. DGS. Programa Nacional de Saúde 2030. dgs.pt.
  3. Decreto-Lei n.º 2/2024, de 5 de janeiro. Certificado de Incapacidade Temporária por teleconsulta. Ministério da Saúde.
  4. ECDC. Antimicrobial Resistance in Europe. 2025.
💼 Freelancers

Baixa Médica para Trabalhadores Independentes: Guia Completo

8 min
🔬 Actualizado 2024
💼 Trabalhas por conta própria?

Se és freelancer, trabalhador independente ou estás em recibos verdes, também tens direito a baixa médica. O processo é diferente do trabalhador por conta de outrem — este guia explica tudo.

Tens direito a baixa médica sendo freelancer?

Sim. Qualquer trabalhador independente inscrito na Segurança Social tem direito ao subsídio de doença — desde que cumpra os requisitos legais. O valor e as condições variam consoante o regime contributivo em que estás inscrito.

Requisitos para receber subsídio de doença como freelancer

  • Estar inscrito na Segurança Social como trabalhador independente
  • Ter pelo menos 6 meses de contribuições registadas
  • Ter o CIT emitido por um médico — o Certificado de Incapacidade Temporária
  • Estar em situação activa — não em regime de isenção de contribuições
⚠️ Atenção

Se estás isento de contribuições à Segurança Social (rendimentos abaixo do mínimo), não tens direito ao subsídio de doença. Mesmo assim podes emitir o CIT para justificar a ausência junto de clientes.

Como emitir a baixa médica sendo freelancer

O processo é exactamente igual ao de qualquer outro trabalhador — precisas de um médico que emita o CIT electronicamente para a Segurança Social. A diferença é que não tens empregador a notificar — a submissão é directamente entre o médico e a Segurança Social.

  1. Consulta médica — presencial ou por videochamada
  2. Emissão do CIT — o médico submete electronicamente à Segurança Social
  3. Confirmação — recebes o PDF do CIT por email
  4. Segurança Social — processa automaticamente o subsídio se cumprires os requisitos

Quanto vale o subsídio de doença para freelancers

O subsídio de doença para trabalhadores independentes corresponde a 55% da remuneração de referência — calculada com base nas contribuições dos últimos 6 meses. Nos primeiros 3 dias de doença não há subsídio — o período de carência é de 3 dias úteis.

Baixa médica online para freelancers — a solução mais eficiente

Como freelancer, perder meio dia num centro de saúde tem um custo real — trabalho não entregue, clientes à espera, prazos em risco. A videoconsulta resolve o problema em 20 minutos, sem sair de casa.

  • Videoconsulta no browser — sem instalar nada
  • CIT emitido e submetido à Segurança Social no próprio dia
  • Fatura AT automática — válida para dedução no IRS
  • Pagamento por MBWay

Perguntas frequentes

Posso fazer baixa médica sem médico de família?

Sim. Qualquer médico registado na Ordem dos Médicos pode emitir o CIT — não é necessário ser o médico de família. A videoconsulta é suficiente.

A baixa médica online tem validade legal?

Sim. O CIT emitido por videoconsulta tem exactamente a mesma validade legal que o emitido presencialmente — desde que o médico esteja registado na Ordem dos Médicos e submeta electronicamente à Segurança Social.

Posso deduzir a consulta no IRS?

Sim. A fatura AT da consulta é uma despesa de saúde dedutível no IRS — tal como qualquer outra consulta médica privada.

E se sou ENI — Empresário em Nome Individual?

O regime é o mesmo — desde que estejas inscrito na Segurança Social como trabalhador independente e tenhas contribuições suficientes, tens direito ao subsídio de doença.

Precisas de baixa médica hoje?

Videoconsulta em 20 minutos. CIT submetido à Segurança Social no próprio dia. Sem perder tempo de trabalho.

Referências

  1. Segurança Social. Subsídio de Doença — Trabalhadores Independentes. seg-social.pt.
  2. Decreto-Lei n.º 2/2024, de 5 de janeiro. CIT por teleconsulta. Ministério da Saúde.
  3. AT. Despesas de Saúde — Deduções IRS. portaldasfinancas.gov.pt.
💼 Freelancers

Sem Médico de Família: Guia Completo para Freelancers em Portugal

10 min
🔬 Actualizado 2024
📊 Sabia que?

Em Portugal, mais de 1 milhão de pessoas não têm médico de família atribuído. Entre freelancers e trabalhadores remotos, a percentagem é ainda mais elevada — mudanças de morada frequentes, inscrições em centros de saúde diferentes e listas de espera intermináveis.

Porque os freelancers ficam sem médico de família

Ao contrário do trabalhador por conta de outrem que mantém a mesma morada e o mesmo centro de saúde durante anos, os freelancers têm uma vida mais móvel — mudam de cidade, trabalham de casa, viajam. Este estilo de vida, embora vantajoso em muitos aspectos, complica o acesso ao SNS.

  • Mudança de morada — necessita de nova inscrição no centro de saúde local
  • Listas de espera — mesmo inscrito, a atribuição de médico pode demorar meses
  • Horários incompatíveis — os centros de saúde funcionam em horário comercial
  • Nómadas digitais — sem morada fixa, a inscrição no SNS é praticamente impossível

O que podes fazer sem médico de família

Não ter médico de família não significa ficar sem acesso a cuidados de saúde. Há várias alternativas — e a telemedicina é a mais eficiente para quem trabalha por conta própria.

1. Baixa médica (CIT)

Podes obter o Certificado de Incapacidade Temporária por videoconsulta com qualquer médico registado na Ordem dos Médicos. O CIT é submetido electronicamente à Segurança Social — exactamente como faria o médico de família.

2. Renovação de medicação crónica

Se tens tensão arterial, diabetes, colesterol ou outra doença crónica controlada, podes renovar a medicação por videoconsulta. A Receita Sem Papel é enviada por SMS e email — válida em todas as farmácias.

3. Atestados médicos

Atestado de amamentação, atestado para carta de condução, declaração de falta escolar — todos podem ser emitidos por videoconsulta, com validade legal total.

4. Rastreio de saúde

Pedido de análises de rotina — colesterol, glicemia, função tiroideia, PSA, IST — sem precisar de médico de família. O pedido de análises é enviado por email.

5. Consulta de infeção urinária

Diagnóstico e prescrição de antibiótico para cistite não complicada em mulheres adultas — sem urgências, sem filas, em 20 minutos.

O que NÃO podes fazer sem médico de família

  • Consultas de vigilância de saúde infantil
  • Rastreios oncológicos do SNS (cancro da mama, colo do útero, cólon)
  • Referenciação para especialidade pelo SNS
  • Prescrição de medicamentos de dispensa hospitalar
⚠️ Como inscrever-te no SNS

Para ter médico de família, inscreve-te no centro de saúde da tua área de residência com o cartão de cidadão e comprovativo de morada. Podes também fazê-lo online em sns24.gov.pt. A atribuição de médico pode demorar meses — por isso a videoconsulta é a solução imediata.

Telemedicina para freelancers — porquê faz sentido

Para quem trabalha por conta própria, o tempo é o recurso mais valioso. Uma consulta presencial num centro de saúde ou clínica privada implica deslocação, espera e consulta — facilmente 2 a 3 horas. Uma videoconsulta resolve o problema em 20 minutos, no browser, sem sair de casa.

❌ Consulta presencial
Deslocação + espera + consulta = 2 a 3 horas perdidas
✅ Videoconsulta
20 minutos no browser. Documentos por email. Volta ao trabalho.

Custos e reembolsos

Uma videoconsulta na ConsultasOnline custa entre 35€ e 55€ consoante o serviço. A fatura AT é emitida automaticamente e é:

  • Dedutível no IRS como despesa de saúde
  • Aceite por seguros de saúde — Médis, AdvanceCare, Multicare, Fidelidade
  • Dedutível como despesa profissional se a consulta estiver relacionada com a actividade

Perguntas frequentes

Posso usar a ConsultasOnline se estiver noutro país?

Sim, desde que sejas residente fiscal em Portugal. A videoconsulta funciona em qualquer país — precisas apenas de ligação à internet. Os documentos têm validade legal em Portugal.

E se precisar de uma especialidade médica?

Para consultas de especialidade precisas de consulta privada presencial ou teleconsulta especializada. A ConsultasOnline é focada em medicina geral — os problemas mais comuns do dia a dia.

Como funciona a fatura para efeitos fiscais?

A fatura é emitida com NIF, certificada pela AT e enviada por email em menos de 30 segundos após o pagamento. Válida para dedução no IRS e como despesa profissional.

O médico online para freelancers

Baixa médica, atestados e renovação de receitas em 20 minutos. Sem perder tempo de trabalho. Fatura AT incluída.

Referências

  1. SNS. Inscrição no Centro de Saúde. sns24.gov.pt.
  2. Segurança Social. Trabalhadores Independentes — Prestações. seg-social.pt.
  3. Decreto-Lei n.º 2/2024, de 5 de janeiro. CIT por teleconsulta. Ministério da Saúde.
  4. AT. Despesas de Saúde — IRS 2024. portaldasfinancas.gov.pt.
💊 Saúde da Mulher

Renovar a Pílula Anticoncecional Online: É Possível em Portugal?

10 min leitura
👩 Saúde feminina
Revisto por médica

Está a ficar sem pílula e não consegue marcar consulta com o médico de família? Não tem médico de família atribuído? O trabalho não deixa ir ao centro de saúde durante o horário de funcionamento? Se reconhece alguma destas situações, saiba que renovar a receita da pílula anticoncecional através de uma videoconsulta online é legal, seguro e possível em Portugal — e pode ser feito hoje.

É mesmo legal renovar a pílula por videoconsulta?

Sim. A telemedicina está regulamentada em Portugal desde 2020, com enquadramento legal pelo Decreto-Lei n.º 10-A/2020 e pelas normas da Ordem dos Médicos. Uma médica devidamente inscrita na Ordem pode prescrever medicamentos — incluindo contracetivos hormonais — após avaliação clínica por videochamada, desde que sejam cumpridos os critérios de segurança.

A receita emitida é uma Receita Sem Papel (RSP), eletrónica, válida em qualquer farmácia em Portugal e com as comparticipações do SNS aplicáveis.

⚖️ Enquadramento Legal

A prescrição por telemedicina está prevista no Regulamento n.º 707/2016 da Ordem dos Médicos e nas orientações do INFARMED sobre prescrição eletrónica. A receita tem o mesmo valor legal que uma receita emitida em consulta presencial.

Quem pode renovar a pílula online?

A renovação da pílula por videoconsulta é adequada e segura para a maioria das mulheres. Em termos gerais, pode fazer online se:

  • Já toma a mesma pílula há 6 meses ou mais, sem problemas
  • Não tem sintomas novos nem alterações de saúde relevantes desde a última consulta
  • A sua tensão arterial é normal (ou foi medida recentemente sem alterações)
  • Não fuma com mais de 35 anos (contraindicação para pílulas com estrogénio)
  • Não tem historial de trombose venosa, enxaqueca com aura, doença cardíaca ou hepática grave

Quando não é recomendado fazer online

Existem situações em que a avaliação presencial é preferível ou obrigatória:

  • É a primeira vez que vai tomar a pílula — a primeira prescrição requer avaliação mais completa
  • Quer mudar de marca ou tipo de pílula por sintomas como náuseas, alterações de humor ou spotting
  • Tem tensão arterial alta ou não controlada
  • Tem mais de 40 anos com fatores de risco cardiovascular
  • Está a amamentar e quer iniciar contraceção hormonal combinada
💡 Não tem a certeza?

Na dúvida, marque a consulta na mesma. A médica avalia o seu caso e informa-a se a renovação pode ser feita online ou se é necessária uma avaliação adicional.

Que pílulas podem ser renovadas online?

Pílulas combinadas (estrogénio + progestativo)

São as mais prescritas. Contêm etinilestradiol em combinação com um progestativo. Exemplos comuns: Microgynon, Yasmin, Yasminelle, Ginera, Mercilon, Minesse, Diane 35.

Minipílula (só progestativo)

Contém apenas um progestativo, sem estrogénio. Indicada para mulheres que não toleram estrogénio, fumadoras com mais de 35 anos ou durante a amamentação. Exemplos: Cerazette, Slinda, Noriday.

Pílula de emergência

A pílula do dia seguinte (levonorgestrel ou ulipristal) não precisa de receita médica em Portugal — pode ser comprada diretamente na farmácia.

Como funciona o processo passo a passo

1. Marcar a consulta

Escolha o serviço "Renovação de Medicamentos", selecione o dia e hora no calendário e pague online por MBWay, Multibanco ou cartão. Receberá uma confirmação imediata por email com o link para a videochamada.

2. A videoconsulta (≈10–15 minutos)

A médica pergunta o nome da pílula atual, há quanto tempo a toma, se tem sintomas, antecedentes relevantes e medicação habitual. Se tiver um tensiómetro em casa, meça a tensão arterial antes da consulta.

3. A receita

Se não houver contraindicações, a médica emite a Receita Sem Papel diretamente no sistema informático. Receberá a receita no seu email em formato PDF com o código para apresentar na farmácia. Válida em todo o território nacional.

4. Na farmácia

Apresente o código da receita (ou o PDF no telemóvel) em qualquer farmácia. A comparticipação do SNS é aplicada automaticamente. A maioria das pílulas combinadas tem comparticipação entre 37% e 69%.

📋 O que preparar antes da consulta
  • Nome comercial da pílula atual (ou a embalagem)
  • Há quanto tempo toma esta pílula
  • Data da última menstruação
  • Tensão arterial recente (se souber)
  • Lista de outros medicamentos que toma
  • Doenças crónicas diagnosticadas

A receita tem comparticipação do SNS?

Sim. A receita eletrónica emitida numa consulta online tem exatamente o mesmo valor legal que uma receita de consulta presencial. A comparticipação do SNS aplicada na farmácia é a mesma — entre 37% e 95% dependendo do medicamento e do escalão de rendimento.

Não tenho médico de família. Posso fazer na mesma?

Sim, sem qualquer problema. A consulta online funciona de forma completamente independente do SNS — não precisa de médico de família atribuído, de número de utente ou de qualquer outra condição prévia. Em Portugal, mais de 1,5 milhões de mulheres não têm médico de família atribuído. Para muitas delas, a consulta online é a única forma de aceder a cuidados de saúde sem recorrer a uma urgência.

Quanto custa e o que está incluído?

A consulta de renovação de medicamentos custa 40€ e inclui:

  • Videoconsulta com médica inscrita na Ordem dos Médicos
  • Avaliação clínica completa
  • Emissão da Receita Sem Papel (se indicado)
  • Fatura eletrónica certificada pela AT, enviada por email
  • Disponibilidade de segunda a domingo, das 9h às 21h

Dúvidas frequentes

Posso pedir receita para 3 ou 6 meses de uma vez?

Sim. A médica pode emitir uma receita com até 6 embalagens, o que equivale a 6 meses de contraceção. Informe na consulta que prefere uma prescrição de maior duração.

Posso mudar de pílula na consulta online?

Depende do motivo. Se os sintomas que quer resolver são ligeiros (spotting, náuseas, alterações de humor), a médica pode sugerir uma alternativa por videoconsulta. Se os sintomas forem mais complexos, pode ser necessária avaliação adicional.

E se a médica não puder prescrever?

Se por alguma razão clínica a renovação não puder ser feita online, a médica informa-a dos próximos passos recomendados. Nesse caso, a consulta não é cobrada.

A consulta é confidencial?

Sim. Toda a informação está sujeita ao sigilo médico e ao RGPD. Os seus dados não são partilhados com terceiros.

Posso fazer a consulta pelo telemóvel?

Sim. A videoconsulta funciona em qualquer dispositivo com câmara e microfone — telemóvel, tablet ou computador. Não é necessário instalar nenhuma aplicação.

Renovar a pílula hoje, sem sair de casa

Videoconsulta com médica. Receita no email no próprio dia. Disponível de segunda a domingo das 9h às 21h.

Referências

  1. INFARMED. Normas de Prescrição Eletrónica de Medicamentos. 2023.
  2. DGS. Orientação n.º 004/2021 — Contraceção Hormonal Combinada. 2021.
  3. Ordem dos Médicos. Regulamento de Telemedicina. 2020.
  4. Faculty of Sexual & Reproductive Healthcare. FSRH Guideline: Combined Hormonal Contraception. 2023.
  5. WHO. Medical Eligibility Criteria for Contraceptive Use, 5th edition. 2015 (updated 2024).
  6. Decreto-Lei n.º 10-A/2020 de 13 de março — Enquadramento da Telemedicina em Portugal.
Processo

Como Funciona

Em 4 passos simples, da marcação à consulta. Sem filas, sem deslocações.

📋

Escolha o Serviço

Selecione o tipo de consulta ou atestado que precisa, com o preço apresentado de forma clara.

📅

Agende o Horário

Escolha o dia e hora disponível no calendário em tempo real. Confirmação imediata por email.

📱

Pague por MBWay

Pagamento rápido e seguro pelo telemóvel. Fatura emitida e enviada por email automaticamente.

Passo 1 — Escolha o tipo de serviço

Na página principal, clique em "Marcar Consulta". Vai aparecer uma lista com todos os serviços disponíveis — atestados (35€–45€) e consultas online (40€–55€). Cada serviço tem uma descrição clara para que saiba exatamente o que está a contratar.

Passo 2 — Selecione o dia e hora

Após escolher o serviço, é apresentado um calendário com a disponibilidade em tempo real. Escolha o dia e o horário que melhor se adequa à sua agenda. Receberá uma confirmação imediata por email com todos os detalhes.

Passo 3 — Preencha os seus dados e pague

Introduza o seu nome, email e telemóvel. O pagamento é feito de forma segura por MBWay, Referência Multibanco ou cartão bancário. Após a confirmação do pagamento, a fatura é gerada automaticamente e enviada para o seu email em menos de 30 segundos.

Passo 4 — Consulta por videochamada

No dia e hora marcados, aceda ao link enviado por email e entre na sala de videoconsulta diretamente no browser — sem instalar aplicações. A consulta decorre de forma privada e encriptada. No final, os documentos (tratamento, atestado, declaração) são enviados digitalmente para o seu email.


Perguntas Frequentes

Preciso de instalar alguma aplicação?
Não. A videoconsulta funciona diretamente no browser do seu telemóvel, tablet ou computador. Não é necessário instalar nada.
Posso remarcar ou cancelar?
Sim. Pode remarcar ou cancelar até 48 horas antes da consulta agendada, enviando um email para geral@consultas-online.pt. Cancelamentos com menos de 48 horas de antecedência não têm direito a reembolso.
Os documentos emitidos têm validade legal?
Sim. Todos os atestados e declarações emitidos têm validade legal em Portugal. As faturas são certificadas pela Autoridade Tributária (AT).
Em quanto tempo recebo os documentos?
Os documentos são enviados por email durante ou imediatamente após a consulta, em formato PDF.
Preços

Preços Transparentes

Dois preços simples, sem taxas ocultas. Sabe sempre o que vai pagar antes de confirmar.

📋

Atestados

35€

Amamentação, falta escolar, carta de condução

🩺

Consultas Online

40€

Baixa médica, consultas diversas

🧾

Fatura Incluída

Gratuita

Emitida automaticamente em todos os serviços

O que está incluído em cada serviço

Atestados — 35€ a 45€

  • Videoconsulta de avaliação (até 20 minutos)
  • Emissão do documento em PDF com validade legal
  • Envio por email no próprio dia
  • Fatura certificada AT incluída

Consultas Online — 40€ a 55€

  • Videoconsulta de até 30 minutos
  • Consulta de Acompanhamento Crónico
  • Certificado de Incapacidade Temporária / baixa médica (se aplicável)
  • Envio de todos os documentos por email
  • Fatura certificada AT incluída

Métodos de pagamento aceites

📱

MB WAY

Confirmação instantânea no telemóvel

🏧

Referência Multibanco

Pague em qualquer caixa multibanco

💳

Cartão

Visa, Mastercard e cartões de débito

Faturação

Todos os serviços incluem fatura certificada pela Autoridade Tributária (AT), emitida automaticamente após o pagamento e enviada para o seu email. As prestações de serviços de saúde estão isentas de IVA nos termos do artigo 9.º do CIVA.

A fatura pode ser emitida em nome individual (com ou sem NIF) ou em nome de empresa, facilitando o reembolso por seguros de saúde.

Segurança

A sua privacidade é
a nossa prioridade

Os seus dados clínicos são tratados com o mais elevado nível de segurança e confidencialidade.

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Consulta Privada

Todas as videoconsultas decorrem em sala virtual privada, com sigilo médico garantido por lei.

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Conformidade RGPD

Tratamento de dados pessoais em conformidade com o Regulamento Geral de Proteção de Dados.

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Pagamentos Seguros

Processamento de pagamentos via Stripe, certificado PCI DSS nível 1. Os dados do cartão nunca passam pelos nossos servidores.

Proteção de Dados Pessoais

A ConsultasOnline trata os seus dados pessoais e clínicos de acordo com o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) e a legislação portuguesa aplicável. Os seus dados são utilizados exclusivamente para a prestação dos serviços contratados e nunca são partilhados com terceiros sem o seu consentimento explícito.

Sigilo Médico

Toda a informação clínica partilhada durante as consultas está protegida pelo sigilo médico, consagrado no artigo 85.º do Código Deontológico da Ordem dos Médicos. Apenas o profissional de saúde e o utente têm acesso ao conteúdo das consultas.

Segurança dos Pagamentos

Os pagamentos são processados pela Stripe, uma das plataformas de pagamento mais seguras do mundo, certificada com o nível 1 do PCI DSS — o padrão mais elevado da indústria. Os dados do seu cartão bancário são encriptados diretamente no browser e nunca passam pelos nossos servidores.

Videoconsultas Privadas

As consultas por videochamada decorrem em salas virtuais privadas. Não são gravadas nem partilhadas. Apenas o utente e o profissional de saúde têm acesso à sala durante a consulta.

Os seus direitos

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Perguntas Frequentes

Agendamento

Como marco uma consulta?
Clique em "Marcar Consulta" no menu superior, escolha o serviço pretendido, selecione o dia e hora disponíveis, preencha os seus dados e proceda ao pagamento.
Posso cancelar ou remarcar?
Sim, pode cancelar ou remarcar até 48 horas antes da consulta. Envie um email para geral@consultas-online.pt com o número de confirmação.
Quanto tempo dura a consulta?
As consultas online têm duração de até 30 minutos.

Pagamento

Quais os métodos de pagamento aceites?
Aceitamos MB WAY, Referência Multibanco e cartão bancário (Visa/Mastercard).
Quando recebo a fatura?
A fatura é emitida automaticamente após a confirmação do pagamento e enviada para o seu email em menos de 30 segundos.
Posso pedir reembolso ao seguro de saúde?
Sim. A fatura emitida tem todos os dados necessários para solicitar reembolso ao seu seguro de saúde. A maioria dos seguros aceita consultas de telemedicina.

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Não. A videoconsulta funciona diretamente no browser. Recomendamos Google Chrome ou Safari atualizados.
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Tente recarregar a página ou usar outro browser. Se o problema persistir, contacte-nos em geral@consultas-online.pt e remarcamos a consulta sem custo.

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Encarregado da Proteção de Dados (DPO)

Nome: Patrícia Ferraz
Email: geral@consultas-online.pt

O utilizador tem o direito de apresentar reclamação junto da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) — cnpd.pt. Recomendamos, no entanto, que nos contacte previamente para tentativa de resolução.

2. Conceitos fundamentais

Dados pessoais — Qualquer informação relativa a uma pessoa singular identificada ou identificável, direta ou indiretamente.

Dados de saúde — Incluem dados relativos à saúde física ou mental, passada, presente ou futura, nomeadamente histórico clínico, sintomas, diagnósticos, tratamentos e prescrições. Estes dados beneficiam de um nível reforçado de proteção nos termos do artigo 9.º do RGPD.

Tratamento — Qualquer operação ou conjunto de operações efetuadas sobre dados pessoais, por meios automatizados ou não.

3. Categorias de dados tratados

Dados pessoais comuns

  • Dados de identificação — nome, data de nascimento, endereço de email, número de telefone
  • Dados de contacto — endereço de email e número de telefone
  • Dados financeiros — tratados através de prestadores de serviços de pagamento certificados (Stripe)
  • Dados técnicos — endereço IP, tipo de browser, sistema operativo, dados de utilização da plataforma

Dados de saúde

Dados estritamente necessários à prestação de cuidados médicos, incluindo histórico clínico, condições de saúde atuais, medicação, alergias e registos de consultas. Estes dados são tratados com o mais elevado grau de confidencialidade e exclusivamente para fins de prestação de cuidados de saúde.

4. Como recolhemos os dados

Os dados pessoais são recolhidos através das seguintes fontes:

  • Interações diretas — dados fornecidos pelo utilizador aquando da marcação de consultas, preenchimento de formulários ou contacto com os nossos serviços
  • Prestação de cuidados de saúde — no âmbito da marcação, realização e acompanhamento de consultas médicas
  • Tecnologias automáticas — cookies estritamente necessários ao funcionamento da plataforma
  • Prestadores de serviços terceiros — prestadores de pagamentos e comunicações que atuam sob instruções da ConsultasOnline

5. Fundamentos legais do tratamento

O tratamento dos dados pessoais baseia-se, conforme aplicável, nos seguintes fundamentos legais:

  • Execução de um contrato
  • Cumprimento de obrigações legais
  • Interesse legítimo da ConsultasOnline
  • Consentimento explícito do utilizador
  • Prestação de cuidados de saúde e gestão de sistemas e serviços de saúde

6. Finalidades do tratamento

Os dados pessoais são tratados para as seguintes finalidades:

  • Marcação, realização e gestão de consultas médicas
  • Gestão administrativa, financeira e de faturação
  • Comunicação com o utilizador
  • Prestação de suporte ao utilizador
  • Envio de comunicações clínicas e operacionais
  • Garantia da segurança e integridade da plataforma
  • Prevenção de fraude
  • Cumprimento de obrigações legais e regulamentares

Os registos clínicos, incluindo notas médicas, diagnósticos, prescrições e histórico de consultas, são armazenados em base de dados segura na plataforma MongoDB Atlas, alojada na região da União Europeia, em conformidade com o RGPD. O acesso aos dados clínicos está restrito aos profissionais de saúde envolvidos na prestação de cuidados e ao pessoal técnico estritamente necessário. A ConsultasOnline não utiliza dados clínicos para fins comerciais, publicitários ou de marketing.

7. Partilha de dados

Os dados pessoais podem ser partilhados, quando necessário e de forma estritamente limitada, com:

  • Médicos e profissionais de saúde — envolvidos na prestação direta de cuidados
  • Stripe — processamento seguro de pagamentos
  • SendGrid — envio de emails transacionais
  • InvoiceXpress — emissão de faturas certificadas AT
  • MongoDB Atlas — armazenamento seguro de dados clínicos
  • Autoridades públicas — quando exigido por lei ou obrigação regulamentar

Todos os terceiros atuam exclusivamente sob instruções da ConsultasOnline e estão sujeitos a obrigações contratuais rigorosas de confidencialidade. A ConsultasOnline não vende nem partilha dados pessoais com terceiros para fins de marketing.

7.1 Acesso por pessoal técnico

O acesso aos dados clínicos por pessoal técnico da ConsultasOnline é limitado a situações estritamente necessárias, nomeadamente:

  • Prestação de suporte técnico
  • Resolução de falhas operacionais
  • Cumprimento de obrigações legais
  • Cooperação com autoridades competentes, quando legalmente exigido

A ConsultasOnline não acede a dados clínicos para fins de desenvolvimento de produto, marketing ou qualquer outra finalidade não clínica.

8. Transferências internacionais de dados

Os dados pessoais são tratados, regra geral, no Espaço Económico Europeu. Sempre que seja necessário proceder a transferências para fora da União Europeia, a ConsultasOnline assegura a existência de mecanismos legais adequados, incluindo Cláusulas Contratuais-Tipo aprovadas pela Comissão Europeia.

9. Segurança dos dados

A ConsultasOnline implementa medidas técnicas e organizativas adequadas para garantir a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados pessoais, prevenindo o acesso não autorizado, a perda, a alteração ou a divulgação indevida. Os pagamentos são processados pela Stripe, certificada com o nível 1 do PCI DSS. As videoconsultas decorrem em salas virtuais privadas e não são gravadas.

10. Conservação dos dados

Os dados pessoais são conservados apenas pelo período necessário à prossecução das finalidades para as quais foram recolhidos e ao cumprimento das obrigações legais aplicáveis. Os dados de saúde são conservados por um período mínimo de 5 anos, conforme exigido pela legislação de saúde portuguesa, sem prejuízo de requisitos legais específicos.

11. Direitos dos titulares dos dados

Nos termos do RGPD, o utilizador tem o direito de:

  • Acesso — solicitar uma cópia dos seus dados pessoais
  • Retificação — corrigir dados inexatos ou incompletos
  • Apagamento — solicitar a eliminação dos seus dados
  • Portabilidade — receber os seus dados em formato estruturado
  • Oposição — opor-se ao tratamento dos seus dados
  • Limitação — solicitar a limitação do tratamento
  • Retirada do consentimento — a qualquer momento, sem afetar a licitude do tratamento anteriormente efetuado

Para exercer qualquer destes direitos, contacte-nos em geral@consultas-online.pt. Tem também o direito de apresentar reclamação à CNPD em cnpd.pt.

11.1 Cookies

O website consultas-online.pt utiliza cookies estritamente necessários ao seu funcionamento. Utilizamos também cookies de análise através do Google Analytics para compreender como os utilizadores interagem com o website, com o objectivo de melhorar a experiência de utilização.

Os cookies de análise só são activados com o consentimento do utilizador. Pode gerir as suas preferências de cookies a qualquer momento através das definições do seu browser.

Não utilizamos cookies de publicidade ou rastreamento de terceiros para fins comerciais.

12. Alterações à Política

A ConsultasOnline reserva-se o direito de atualizar a presente Política de Privacidade a qualquer momento. A versão em vigor estará sempre disponível em consultas-online.pt/privacidade. Alterações significativas serão comunicadas por email.

Legal

Termos de Serviço

As condições que regem a utilização da plataforma ConsultasOnline.

1. Identificação

A plataforma ConsultasOnline é um serviço de saúde 100% online, acessível em consultas-online.pt. Contacto: geral@consultas-online.pt.

2. Objeto e Aceitação

Os presentes Termos de Serviço regulam a utilização da plataforma consultas-online.pt e a contratação dos serviços de saúde online disponibilizados. Ao utilizar a plataforma, o utilizador aceita integralmente estes termos.

3. Serviços Prestados

A ConsultasOnline disponibiliza os seguintes serviços de saúde online:

  • Emissão de atestados médicos (amamentação, falta escolar, carta de condução)
  • Emissão e renovação de baixa médica (CIT)
  • Consulta de acompanhamento crónico
  • Consultas de medicina geral (infeção urinária, amigdalite, cessação tabágica, DST)

Os serviços são prestados por profissionais de saúde devidamente habilitados e registados na Ordem dos Médicos.

4. Preços e Pagamento

Os preços em vigor são os apresentados no momento da contratação. Atualmente:

  • Atestados: 35€ – 45€ (IVA isento)
  • Consultas online: 40€ – 55€ (IVA isento)

O pagamento é exigido no momento da marcação, sendo aceites MB WAY, Referência Multibanco e cartão bancário. A fatura é emitida automaticamente após confirmação do pagamento.

5. Cancelamento e Reembolso

Cancelamento com mais de 48 horas de antecedência: reembolso total do valor pago, no prazo de 5 a 10 dias úteis para o método de pagamento original.

Cancelamento com menos de 48 horas de antecedência: não há lugar a reembolso, mas é oferecida uma remarcação sem custo.

Falha técnica imputável à plataforma: reembolso total ou remarcação, à escolha do utilizador.

6. Obrigações do Utilizador

O utilizador compromete-se a:

  • Fornecer informações verdadeiras e completas no momento do registo e durante as consultas
  • Estar disponível no horário agendado, com ligação à internet estável
  • Não utilizar a plataforma para fins ilícitos ou fraudulentos
  • Não partilhar o acesso à plataforma com terceiros

7. Limitação de Responsabilidade

A ConsultasOnline não se responsabiliza por diagnósticos incorretos resultantes de informações incompletas ou falsas fornecidas pelo utilizador. Os profissionais de saúde que prestam os serviços são individualmente responsáveis pelos atos médicos praticados, de acordo com a legislação em vigor.

A plataforma não substitui os cuidados de saúde presenciais em situações de urgência ou emergência médica.

8. Alterações aos Termos

A ConsultasOnline reserva-se o direito de alterar os presentes termos a qualquer momento. As alterações serão comunicadas por email e publicadas nesta página com indicação da data de entrada em vigor.

9. Lei Aplicável

Os presentes termos são regidos pela lei portuguesa. Para resolução de litígios, é competente o tribunal da comarca de Lisboa, sem prejuízo do recurso a meios alternativos de resolução de conflitos de consumo disponíveis em consumidor.gov.pt.

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